Internazionali 2026: Binaghi define meta e anuncia primeiro torneio de grama na Itália a partir de 2028
Binaghi anuncia metas para os Internazionali 2026, novo torneio em grama a partir de 2028 e lista de wild cards para o Foro Italico.
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Internazionali 2026: Binaghi define meta e anuncia primeiro torneio de grama na Itália a partir de 2028
Em conferência realizada no Foro Italico, o presidente da Federação Italiana de Tênis, Angelo Binaghi, apresentou oficialmente a edição 2026 dos Internazionali BNL d'Italia, marcada para o período entre 28 de abril e 17 de maio. O encontro, que evocou memória e ambição, abriu com uma homenagem emocionada a Nicola Pietrangeli, figura central na construção da identidade do tênis italiano no século passado.
No discurso inaugural, Binaghi situou o torneio num quadro mais amplo do que o mero calendário esportivo: tratou-se de uma reafirmação de tradição e de planejamento. Segundo ele, o evento parte de uma base sólida, impulsionada por números animadores de bilheteria. Já foram vendidos mais de 220 mil bilhetes e a meta é superar as 400 mil entradas, ainda que a capacidade limitada do Estádio Centrale imponha um teto até a conclusão de sua ampliação prevista para 2028.
Como linha de frente da ambição esportiva, o presidente deixou claro o objetivo mais visível para 2026: conquistar o singular masculino. A declaração tem por base o crescimento do país no circuito — houve aproximação do título no ano anterior, quando Jannik Sinner foi finalista contra Carlos Alcaraz — e a presença de quatro italianos entre os 20 melhores do mundo, muitos com preferência pela superfície de terra batida. "Os resultados de um influenciam positivamente os dos outros", afirmou Binaghi, numa leitura coletiva do progresso nacional.
Além da dimensão puramente competitiva, o anúncio mais inesperado teve caráter estrutural e estratégico: a compra do ATP 250 de Bruxelas e a transformação do calendário. A partir de 2028, a Itália sediará o seu primeiro torneio oficial em grama, disputado na semana seguinte ao Roland Garros por motivos climáticos, e com alta probabilidade de ser realizado no norte do país. Trata-se de uma mudança que eleva o projeto da federação: não apenas reforçar o calendário doméstico, mas integrar a Itália numa gama maior de superfícies e oportunidades para os seus jogadores.
Binaghi também revelou as wild cards concedidas para o torneio: Mattia Bellucci, Matteo Berrettini, Matteo Arnaldi, Luca Nardi e Federico Cinà no quadro masculino — com a observação de que, se Cinà se classificar, Tommaso Maestrelli entra como substituto. Em duplas, wild cards para Cobolli e Berrettini. No quadro feminino, convites para Stefania, Silvia Bronzetti, Tyra Grant, Martina Trevisan e Sara Ruggeri, enquanto nas qualificações aparecem Jessica De Stefano e Sara Pedone.
Houve, ainda, a confirmação de um processo de renovação do Foro Italico. Marco Mezzaroma, presidente de Sport e Salute, destacou que o site foi pensado para aprimorar a experiência do público e reforçar o caráter do evento como espetáculo esportivo de excelência, alinhado com a chamada "idade de ouro" do tênis italiano. A modernização do complexo pretende conciliar preservação da memória com necessidades contemporâneas de acolhimento e espetáculo.
Do ponto de vista histórico e cultural, a edição de 2026 dos Internazionali aparece como um ponto de inflexão: enquanto se preserva o repertório simbólico — Pietrangeli, o Foro Italico —, a federação busca instrumentos concretos para transformar o bom momento técnico em conquistas palpáveis e em desejo coletivo. A introdução de um torneio em grama no calendário nacional, além da ampliação dos espaços, são medidas que projetam o tênis italiano não apenas como potência de resultados, mas como protagonista na arquitetura do circuito mundial.