Maratona di Roma 2026: domínio queniano e recorde feminino, vencem Rutto e Kibiwot

Maratona di Roma 2026: Asbel Rutto e Pascaline Kibiwot vencem; recorde feminino e 36 mil participantes em cenário histórico de Roma.

Maratona di Roma 2026: domínio queniano e recorde feminino, vencem Rutto e Kibiwot

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Maratona di Roma 2026: domínio queniano e recorde feminino, vencem Rutto e Kibiwot

Em uma manhã que misturou tradição, espetacularidade urbana e desempenho atlético de alto nível, a Maratona di Roma celebrou sua 31ª edição com domínio africano e público numeroso. A prova masculina transformou-se em um duelo a dois que teve desfecho favorável ao queniano Asbel Rutto, que confirmou o favoritismo com 2h06:32. A margem foi mínima: o compatriota Henry Tukor Kichana ficou a apenas quatro segundos, em 2h06:36, enquanto o etíope Lencho Tesfaye Anbesa fechou o pódio em 2h07:44.

No feminino, a vitória foi ainda mais contundente. A queniana Pascaline Kibiwot impôs-se em corrida solitária e assinou o novo recorde da prova com 2h22:44 — um tempo que recoloca a Maratona romana entre percursos capazes de atrair resultados de referência. A etíope Genet Tadesse Robi terminou em 2h24:55 e a compatriota Aberash Fayesa Robi completou o pódio em 2h25:43.

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A largada foi pontual às 8h10 dos Fori Imperiali, com cerca de 36 mil atletas inscritos seguindo pela via histórica da cidade. Antes do início competitivo, a cerimônia renovou ritos que ligam a prova à cidade: o Gruppo Storico Legione Romana marchou até a linha de partida, enquanto a Banda Musical do Corpo de Polícia de Roma Capitale entoou o hino de Mameli — interpretado pela mezzo soprano Isabella Amati — reafirmando o caráter cívico e simbólico do evento.

A organização também destacou a inclusão: minutos antes da largada principal partiram os inscritos da categoria de atletas com deficiência e seus acompanhantes-puxadores (spingitori Inix), evidenciando a dimensão social da maratona e a intenção de torná-la acessível a diferentes públicos.

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O percurso percorreu um roteiro que é, ao mesmo tempo, cartão-postal e palco de memória coletiva: saída pelos Fori Imperiali, passagem por Piazza Venezia e pelo Vittoriano, descida para o Circo Massimo e via dei Cerchi, trajeto ao longo do Tevere com vista a Castel Sant'Angelo e cruzamento da via della Conciliazione até a área da Basílica de São Pedro. A segunda metade reencontrou o centro histórico, passando por outros monumentos antes do retorno e da chegada novamente nos Fori.

Mais do que números e cronômetros, a edição deste ano confirmou tendências observadas nas grandes maratonas europeias: a persistência do domínio queniano e etíope nas distâncias longas, a capacidade das rotas históricas de Roma em atrair performances de elite, e a apropriação da corrida pela cidade como evento cultural que mescla turismo, espetáculo e participação cidadã. Paralelamente à disputa, a capital ofereceu programação aberta ao público, ampliando o alcance do evento além do asfalto e dos atletas de elite.

Para além dos pódios, a Maratona di Roma volta a demonstrar que as grandes corridas urbanas contemporâneas funcionam como espelhos das dinâmicas globais do esporte: migração de talentos, profissionalização das viagens competitivas e a constante negociação entre tradição local e circuitos internacionais.

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