Sofia Goggia conquista a Coppa di super‑G em Lillehammer; homens disputam último Super-G da temporada

Sofia Goggia conquista a Coppa di super‑G em Lillehammer; último Super‑G masculino teve presença italiana e Odermatt já havia assegurado a taça.

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Sofia Goggia conquista a Coppa di super‑G em Lillehammer; homens disputam último Super-G da temporada

Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — Lillehammer serviu como palco de duas narrativas distintas, mas complementares, sobre a temporada 2025/26 da velocidade alpina. Enquanto os homens lutavam pela vitória do último Super‑G do calendário, o dia ficou marcado, sobretudo, pela confirmação de um ciclo: Sofia Goggia assegurou a Coppa del Mondo di superG, um troféu que acrescenta nova camada à sua trajetória como símbolo do esqui italiano.

No masculino, a prova que encerra a sequência de velocidade teve caráter de celebração e de última oportunidade. A Coppa di specialità já havia sido atribuída ao suíço Marco Odermatt, mas as posições do pódio permaneceram em aberto e suscitaram interesse. Entre os 26 inscritos, havia veteranos que representam a memória do esporte e jovens prontos a afirmar-se no circuito.

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O lote italiano incluiu cinco representantes: o experiente Christof Innerhofer abriu a presença azzurra com o pettorale nº 3 — para o veterano alto‑adige pode ter sido a última exibição em provas de Super‑G após carreira exemplar — seguido por Mattia Casse (5) e Giovanni Franzoni (6). Franzoni ocupava a quinta colocação na classificação da disciplina, a apenas três pontos do austríaco Stefan Babinsky, que segurava a terceira posição, tornando o duelo interno uma história de tensão até a bandeirada final. Dominik Paris, vencedor da descida de ontem, assumiu o número 13, enquanto Guglielmo Bosca largou como 18º.

O pelotão contava ainda com a tríade suíça Odermatt, Alexis Monney e Franjo von Allmen, capazes de comandar a prova; os austríacos Vincent Kriechmayr, Stefan Babinsky e Raphael Haaser também figuravam entre os postulantes ao pódio. Os noruegueses Fredrik Moeller e Adrian Sejersted tinham a expectativa de oferecer um triunfo caseiro ao público de Lillehammer. Entre as curiosidades da lista de largada estava a presença do jovem campeão mundial júnior Victor Haghighat (FRA), com o bib final.

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Mas foi no feminino que a história ganhou densidade simbólica. Aos 33 anos, Sofia Goggia garantiu a sua primeira Coppa di superG na carreira — até então detentora de quatro globos de descida — ao confirmar o saldo de uma temporada construída com consistência e experiência. A conquista em Lillehammer — e a vitória que a precedeu em Kvitfjell, segundo a crônica de prova — consolidam uma trajetória que combina identidade técnica e representatividade para o esporte italiano.

Goggia superou a neozelandesa Alice Robinson, a última oponente com possibilidade aritmética de disputar o troféu — Robinson terminou em sétimo lugar, a 2"41 da líder na etapa decisiva. A taça de Goggia torna‑se o segundo título coletivo para a Itália nesta temporada, após o globo de descida conquistado por Laura Pirovano no sábado.

Mais do que resultados, as imagens deixadas em Lillehammer reforçam a natureza do esqui como espelho social: gerações que se sucedem, veteranos que se despedem com dignidade e nomes que emergem para alterar mapas de poder esportivo. A confirmação de Goggia em especial reitera como atletas, clubes e territórios — da Lombardia aos Alpes — mantêm uma relação íntima com o esqui, onde cada troféu traduz história, investimento e memória coletiva.

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