Ataque dos EUA ao Irã Gera Reações: Meloni pede Cautela

Primeira-ministra Giorgia Meloni se pronuncia na Câmara sobre crise no Oriente Médio e reforça compromisso da Itália com a paz, segurança e diplomacia internacional.

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Ataque dos EUA ao Irã Gera Reações: Meloni pede Cautela

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, compareceu nesta segunda-feira (23) à Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre a escalada de tensão no Oriente Médio após os recentes ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã.

O pronunciamento ocorre às vésperas do Conselho Europeu de 26 e 27 de junho, ocasião que servirá, segundo a premiê, para “reestabelecer prioridades” diante do novo cenário geopolítico.

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Irã deve evitar retaliações

Meloni foi enfática ao afirmar que “nenhum avião americano decolou de bases italianas” rumo ao Oriente Médio. Ela acrescentou que o Irã deve evitar retaliações contra os EUA e “aproveitar a oportunidade” para um novo processo de negociação nuclear.

A chefe de governo reiterou que a Itália defende uma resolução diplomática duradoura para a crise, e que o cessar-fogo em Gaza é um dos objetivos prioritários na agenda europeia.

Segundo ela, embora o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 tenha sido "terrível e sem sentido", a resposta de Israel tomou uma forma “dramática e inaceitável”.

Câmara e Senado discutem resoluções sobre o conflito

O projeto de resolução da maioria parlamentar, que será votado após os discursos de Meloni, prevê:

  • Apoiar todos os esforços de negociação sobre a questão nuclear iraniana.

  • Trabalhar por um cessar-fogo imediato em Gaza.

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  • Alcançar uma solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.

  • Promover iniciativas concretas de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

  • Exigir a libertação imediata dos reféns.

Ucrânia segue na pauta

Além do Oriente Médio, Meloni reafirmou que o governo manterá o apoio à Ucrânia pelo tempo que for necessário. A resolução inclui o compromisso com a Conferência de Recuperação da Ucrânia, que será sediada por Roma em julho de 2025.

Divergências na oposição

A unidade política em torno da crise internacional não é total. O Movimento 5 Estrelas (M5S) apresentou uma resolução separada, criticando o ataque dos EUA ao Irã e exigindo o fim do plano de rearmamento europeu, além de barrar qualquer aumento nos gastos com defesa previstos pela OTAN.

A líder do Partido Democrata, Elly Schlein, pediu à premiê que declare publicamente que a Itália não participará de ações militares e que não permitirá o uso de bases italianas para apoiar ofensivas. Schlein reforçou a importância de preservar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, que, segundo ela, está sob risco.

O momento é crítico para a diplomacia italiana. Meloni busca equilibrar os compromissos internacionais com a OTAN e os EUA, sem comprometer a estabilidade nacional nem a credibilidade da União Europeia como agente pacificador. Com o foco voltado ao Conselho Europeu, as decisões dos próximos dias podem redefinir o papel da Itália em um Oriente Médio cada vez mais instável.

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