Banco BPM registra lucro de €480 milhões no 1º trimestre de 2026; ROTE 20%, ROE 15% e CET1 em 13,59%

Banco BPM lucra €480M no 1º tri/2026; ROTE 20%, ROE 15% e CET1 13,59% — resultados sólidos apesar da volatilidade geopolítica.

Banco BPM registra lucro de €480 milhões no 1º trimestre de 2026; ROTE 20%, ROE 15% e CET1 em 13,59%

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Banco BPM registra lucro de €480 milhões no 1º trimestre de 2026; ROTE 20%, ROE 15% e CET1 em 13,59%

Por Marco Severini — Em um cenário internacional marcado por incerteza geopolítica e pressões macroeconômicas, o Banco BPM apresentou resultados operacionais sólidos no primeiro trimestre de 2026. A carta de resultados reflete não apenas resiliência comercial e disciplinada execução organizativa, mas também a capacidade da instituição de operar com estabilidade enquanto o tabuleiro estratégico global se redesenha.

O trimestre foi influenciado por uma escalada de riscos externos: além dos conflitos persistentes entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Palestina, em 28 de fevereiro de 2026 houve o início de um confronto envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Esse agravamento alterou a dinâmica dos preços das matérias-primas energéticas, adicionou pressões inflacionárias e intensificou a volatilidade dos mercados, com implicações diretas nas políticas monetárias e nas perspectivas de crescimento.

Em meio a esse contexto complexo, os principais indicadores do Grupo mostram avanço. Os proventos operativos alcançaram €1.530 milhões, com crescimento de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado da gestão operativa subiu para €855 milhões, um ganho de 2,9% ano a ano. O lucro líquido do período foi de €480 milhões, representando um avanço significativo na linha de resultado.

As grandezas patrimoniais e comerciais reforçam a imagem de robustez do banco. A captação direta bancária (raccolta diretta) atingiu €133,7 bilhões, crescendo €2,0 bilhões em base anual. A captação indireta chegou a €275,4 bilhões — valor que, sem considerar a contribuição do Grupo Anima, corresponde a €123,6 bilhões e registra crescimento homogêneo de €6,3 bilhões frente a 31 de março de 2025. Os impieghi netti performing “core” (empréstimos e financiamentos essenciais) situaram-se em €95,2 bilhões, com novas concessões de crédito de €6,2 bilhões no trimestre.

Quanto à qualidade do portfólio, o banco reduziu a incidência dos créditos deteriorados sobre o total de créditos brutos para 2,1% em 31 de março de 2026, contra 2,2% em 31 de dezembro de 2025. O custo do crédito anualizado caiu para 32 pontos-base, ante 40 pb no fim de 2025, mantendo, porém, coberturas significativas sobre os créditos problemáticos.

No campo do capital, a posição é confortável: o CET1 Ratio foi reportado em 13,59% e a MDA buffer em 404 pontos-base — indicadores que atestam alicerces patrimoniais sólidos frente a choques de mercado e exigências regulatórias.

Do ponto de vista estratégico, a leitura é clara: o Banco BPM executou um movimento prudente e coordenado, preservando rentabilidade enquanto gerencia riscos de crédito e de mercado. Em termos de imagem no tabuleiro internacional, a instituição demonstra capacidade de translacionar disciplina financeira em vantagem competitiva, sustentando níveis de retorno operacional (com ROTE em 20% e ROE em 15%) que realçam eficácia na alocação de capital.

Para investidores e observadores institucionais, a mensagem é de estabilidade numa arquitetura financeira onde as fronteiras de risco estão sendo redesenhadas. Em um mundo de tectônica de poder e volatilidade, o resultado do banco funciona como um movimento decisivo no tabuleiro: não disruptivo, mas assertivo — consolidando posição para fases mais desafiadoras que possam advir.

Dados chave: Proventos operativos €1.530M (+3,6% a/a); Resultado operacional €855M (+2,9% a/a); Lucro líquido €480M; CET1 Ratio 13,59%; MDA buffer 404 pb; Raccolta diretta €133,7B; Raccolta indiretta €275,4B (€123,6B sem Anima); Impieghi performing core €95,2B; Novas erogazioni €6,2B; Créditos deteriorados 2,1%; Custo do crédito 32 pb; ROTE 20%; ROE 15%.