Copa do Mundo FIFA 2026: guia completo — quando, onde e quem joga no torneio histórico de 48 seleções

Copa do Mundo FIFA 2026: guia completo sobre datas, sedes, 48 seleções, favoritos e cobertura da RAI. Tudo o que precisa saber para o torneio.

Copa do Mundo FIFA 2026: guia completo — quando, onde e quem joga no torneio histórico de 48 seleções

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GERADO EM: Jun 11, 2026 às 00:59

Copa do Mundo FIFA 2026: guia completo — quando, onde e quem joga no torneio histórico de 48 seleções

A Copa do Mundo FIFA 2026 será a primeira a contar com 48 seleções, disputando um total de 104 partidas entre 11 de junho e 19 de julho, em três países anfitriães: Estados Unidos, Canadá e México. A emissora italiana RAI transmitirá as partidas mais relevantes, com cobertura multimídia especial. A Itália, ausente pela terceira vez consecutiva, foi eliminada pela Bósnia. Entre as favoritas estão França, Argentina, Brasil e Alemanha, enquanto nações menores como Cabo Verde e Curacao também participarão. O evento representa uma mudança no futebol global, exigindo logística complexa e promovendo influências geopolíticas, com cada jogo potencialmente impactando as relações internacionais. A RAI servirá como centro de cobertura e análise do torneio.

Fique por dentro de todos os pontos deste artigo lendo a versão completa a seguir.

Por Marco Severini — A Copa do Mundo FIFA 2026 inaugura uma nova configuração do futebol mundial: pela primeira vez com 48 seleções disputando um total de 104 partidas. O torneio será disputado entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com três cerimônias de abertura, uma em cada país anfitrião — Estados Unidos, Canadá e México.

Do ponto de vista geoestratégico do esporte, trata-se de um movimento decisivo no tabuleiro global: a expansão da festa futebolística redesenha fronteiras de visibilidade e mercado, ao mesmo tempo em que exige uma arquitetura logística sem precedentes. A emissora pública italiana RAI garantirá a transmissão em claro das partidas de maior relevância e da fase final, oferecendo cobertura multimídia e programação especial.

As últimas seleções a carimbar o passaporte foram Congo e Iraque, completando o rol de 48 participantes desta edição ampliada. Entre as presenças menos cotadas, destacam-se pequenas nações com trajetórias recentes de ascensão como Capo Verde, Panamá e Curacao. A ausência mais sentida para o torcedor italiano é a exclusão da Itália, que fica de fora pela terceira Copa consecutiva — um revés que obriga uma revisão estratégica do futebol italiano.

No capítulo das qualificações europeias, a Bósnia avançou eliminando diretamente a Itália. Os outros três bilhetes disponíveis foram ocupados pela República Tcheca (vencedora sobre a Dinamarca), pela Suécia e pela Turquia de Vincenzo Montella — curiosamente, uma tríade de técnicos italianos que estará presente no torneio: Montella (Turquia), Carlo Ancelotti (técnico do Brasil) e Fabio Cannavaro (Uzbequistão).

Os anfitriões — Estados Unidos, Canadá e México — estão automaticamente classificados. Na relação de favoritas, figuram a França de Kylian Mbappé, a Espanha com Yamal, a Argentina de Lionel Messi, a Alemanha com Jamal Musiala e o Brasil liderado por Vinícius Júnior. Equipes capazes de provocar surpresas incluem Holanda, Portugal, Marrocos e uma Noruega em ascensão, que recentemente impôs um 4-1 à Itália nas eliminatórias.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, assegurou a presença do Irã no Mundial, garantindo que a seleção disputará jogos nos Estados Unidos conforme previsto — um aceno à continuidade jurídica e diplomática no esporte.

A lista completa das 48 seleções qualificadas, respeitando a ordem de classificação, é a seguinte: Canadá, México, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, Irã, Argentina, Uzbequistão, Coreia do Sul, Jordânia, Austrália, Brasil, Equador, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana, Cabo Verde, África do Sul, Catar, Inglaterra, Arábia Saudita, Senegal, Costa do Marfim, França, Croácia, Portugal, Noruega, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Suíça, Espanha, Escócia, Panamá, Haiti, Curaçao, Suécia, Turquia, República Tcheca, Bósnia, Iraque e Congo.

Para o público italiano e internacional, o portal RaiNews.it será o ponto de referência: cobertura a 360°, com streaming das 35 partidas que a RAI exibirá em sinal aberto, crônicas em tempo real, vídeos, estatísticas e um arquivo rico em conteúdo dos enviados especiais. Em termos táticos de comunicação, a Rai pretende operar como um quartel-general: consolidando calendários, destaques e análises numa página dedicada, reforçada por conteúdo em YouTube e redes sociais.

Em síntese — e retomando a metáfora do jogo posicional — esta edição do Mundial não é apenas um campeonato, mas um redesenho de influência: novas seleções no tabuleiro, rotas de cobertura ampliadas e desafios logísticos que testam os alicerces da diplomacia esportiva. Para o observador atento, cada jogo será um lance com consequências além do campo.