Pentágono prepara 'golpe final' no Irã: opções vão de invasões de ilhas a campanha aérea massiva

Pentágono avalia 'golpe final' no Irã: invasões de ilhas, bloqueios e ataques aéreos para controlar o Estreito de Hormuz e o petróleo.

Pentágono prepara 'golpe final' no Irã: opções vão de invasões de ilhas a campanha aérea massiva

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GERADO EM: Mar 30, 2026 às 03:28

Pentágono prepara 'golpe final' no Irã: opções vão de invasões de ilhas a campanha aérea massiva

O Pentágono está desenvolvendo opções militares contra o Irã, abrangendo desde possíveis invasões a bombardeios. Quatro cenários principais incluem: (1) invadir ou bloquear a ilha de Kharg, crucial para as exportações de petróleo; (2) controlar a ilha de Larak, estrategicamente situada no estreito de Hormuz; (3) tomar Abu Musa e ilhotas próximas, disputadas entre Irã e Emirados; e (4) bloquear navios que transportam petróleo iraniano. Embora operações de terreno sejam consideradas "hipotéticas", uma demonstração de força pode aumentar a pressão nas negociações. Alternativas incluem ataques aéreos em instalações nucleares. Decisões sobre a ação militar afetarão a relação entre Estados Unidos e Irã, além da estabilidade econômica da região.

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Por Marco Severini — O Pentágono estaria elaborando opções militares para um verdadeiro golpe final contra o Irã, contemplando desde o emprego de forças terrestres até uma campanha massiva de bombardeamentos. A informação foi divulgada pela Axios, que cita dois funcionários estadunidenses e outras duas fontes com acesso ao dossiê.

Segundo o levantamento, quatro cenários principais estão sendo avaliados. O primeiro prevê invadir ou bloquear a ilha de Kharg, o principal porto-exportador de petróleo iraniano. Um movimento dessa envergadura afetaria de forma direta a logística de hidrocarbonetos do país e representaria um movimento decisivo no tabuleiro energético do Golfo.

O segundo cenário foca na ilha de Larak, estratégica para o controle do estrito de Hormuz — espaço marítimo que concentra radar, bunkers e embarcações de ataque capazes de danificar navios mercantes. Dominar Larak permitiria influir diretamente sobre os fluxos navais que sustentam a economia regional.

Uma terceira opção envolve tomar o controle de Abu Musa e de duas ilhotas menores, situadas na entrada ocidental do estrito de Hormuz e objeto de disputa entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. Finalmente, os planejadores consideram bloquear ou apreender navios que transportam petróleo iraniano pelo lado oriental do estreito.

Fontes internas à administração apontam que uma demonstração esmagadora de força serviria tanto para aumentar a alavancagem nas negociações de paz quanto para conceder ao presidente Trump um argumento simbólico de «vitória». Contudo, autoridades militares também trabalham planos para operações em profundidade no território iraniano, com o objetivo de garantir o acesso ao urânio altamente enriquecido supostamente armazenado sob instalações nucleares — uma missão classificada de alto risco.

Como alternativa às complexas ofensivas terrestres, os Estados Unidos poderiam optar por ataques aéreos em larga escala contra infraestruturas nucleares e energéticas, visando impedir que o Irã acesse materiais sensíveis. Axios já havia levantado, em relatório prévio, a possibilidade de uma operação sobre Kharg; a CNN, por sua vez, informou que Teerã estaria se preparando para esse desdobramento.

Fontes da Casa Branca descrevem operações de terreno como "hipotéticas" e afirmam que o presidente ainda não tomou uma decisão definitiva. Ao mesmo tempo, alertam que a administração está disposta a aumentar a pressão caso os canais diplomáticos não produzam resultados tangíveis. Um primeiro passo concreto sob avaliação seria bombardear centrais elétricas e instalações energéticas iranianas — uma ameaça que já motivou Teerã a anunciar possíveis retaliações em toda a região do Golfo.

Do ponto de vista estratégico, tratam-se de movimentos que redesenham fronteiras invisíveis e testam os alicerces frágeis da diplomacia regional. A tectônica de poder no Golfo corre o risco de entrar em fase de reacomodação, onde cada ilha, cada porto e cada rota marítima assumem o papel de peça-chave em um jogo de xadrez geopolítico de alta tensão.

Enquanto os planejadores militares redigem múltiplos cenários, a decisão política permanece pendente. A escolha entre operações terrestres de alto risco e campanhas aéreas de destruição seletiva delineará o próximo capítulo da relação entre Washington e Teerã — e condicionará a estabilidade de um corredor marítimo cujo controle é vital para a economia global.