O percurso da Espanha até a final da Copa do Mundo 2026: sete partidas que redesenharam o tabuleiro

Análise detalhada do percurso da Espanha até a final da Copa do Mundo 2026: sete partidas, momentos decisivos e a estratégia de De la Fuente.

O percurso da Espanha até a final da Copa do Mundo 2026: sete partidas que redesenharam o tabuleiro

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O percurso da Espanha até a final da Copa do Mundo 2026: sete partidas que redesenharam o tabuleiro

Domingo se encerra a edição de 2026 da Copa do Mundo — a primeira com 48 seleções — com uma final que, no tabuleiro das previsões, não figurava entre as mais cotadas: Espanha contra Argentina. Pela primeira vez na história moderna do torneio, a decisão opõe os campeões da Europa, a seleção ibérica dirigida por De la Fuente, aos campeões sul-americanos comandados por Lionel Scaloni.

As Fúrias Vermelhas foram a primeira seleção a carimbar vaga na final, ao derrotar a França por 2 a 0 — talvez a melhor exibição coletiva vista até agora no Mundial. Mesmo com um desempenho estatístico notável — seis vitórias e um empate, 12 gols marcados e apenas um sofrido — a trajetória espanhola não começou sem questionamentos. O recorde de invencibilidade do goleiro Unai Simón chegou a 649 minutos, até ser interrompido por De Ketelaere na partida contra a Bélgica.

Retrospectiva do percurso da Espanha a partir da fase de grupos:

Grupo H: Espanha, Uruguai, Cabo Verde, Arábia Saudita.

O pontapé inicial de La Roja não convenceu. Frente a uma das equipas teoricamente menos favoráveis do torneio, a estreante Cabo Verde segurou o 0-0, suscitando críticas e dúvidas sobre o verdadeiro valor da seleção espanhola e as escolhas táticas de De la Fuente. Foi uma abertura lenta, que exigia ajuste de peças no tabuleiro.

A resposta veio com contundência, embora alguns analistas tenham considerado insuficiente, na segunda partida: goleada por 4-0 sobre a Arábia Saudita. O jovem Yamal confirmou seu potencial abrindo o placar aos 10 minutos; Oyarzabal ampliou com dois gols aos 21' e 24'; e Tambakti fechou o placar aos 48'. Um movimento rápido e preciso, que reposicionou a Espanha como favorita do grupo.

O confronto decisivo com o Uruguai terminou em 1-0: uma partida pragmática, pouco vistosa, mas suficiente para assegurar o primeiro lugar no grupo.

Nos jogos eliminatórios, a Espanha consolidou sua marcha. Nos 16 avos, vitória sobre a Áustria por 3-0, com nova dupla de Oyarzabal e um gol de Porro. Já nas oitavas, o clássico ibérico contra Portugal foi decidido no acréscimo: gol de Merino, que tem se destacado saindo do banco e reescrevendo situações nos minutos finais.

Nos quartos de final, a Bélgica encerrou a longa invencibilidade de Unai Simón aos 41 minutos, por obra de De Ketelaere, mas a Espanha venceu por 2-1, com gols de Ruiz e Merino. Esse foi um pequeno tremor na estrutura, sem desestabilizar os alicerces táticos espanhóis.

Na semifinal contra a França, com poucas expectativas do lado francês, La Roja entregou sua melhor atuação: 2-0, com Oyarzabal convertendo um pênalti aos 22 minutos e Porro selando a vitória aos 58. A vitória abriu as portas da final, onde aguarda a força sul-americana da Argentina.

Em termos estratégicos, a campanha espanhola reflete um redimensionamento de influência — movimentos precisos, correções táticas e profundidade no elenco, elementos essenciais quando o tabuleiro se empurra para a fase decisiva. Domingo será o movimento final: uma partida que pode redesenhar fronteiras invisíveis no xadrez geopolítico do futebol mundial.