Caça furtiva de rinocerontes cai 16% na África do Sul, mas governo propõe aumento de cotas de caça

Queda de 16% na caça furtiva de rinocerontes; governo propõe cotas para elefantes, rinocerontes-negros e leopardos. Consulta pública prevista.

Caça furtiva de rinocerontes cai 16% na África do Sul, mas governo propõe aumento de cotas de caça

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Caça furtiva de rinocerontes cai 16% na África do Sul, mas governo propõe aumento de cotas de caça

Por Aurora Bellini — A África do Sul anunciou uma redução de 16% na caça furtiva de rinocerontes em 2025 em comparação com 2024, segundo comunicado do Departamento de Florestas, Pesca e Meio Ambiente de Pretória. Foram 352 animais mortos em 2025 contra 420 em 2024, um sinal de que as estratégias de fiscalização e combate ao tráfico ilegal estão, aos poucos, iluminando novos caminhos na proteção da vida selvagem.

O relatório detalha que, dos 352 animais abatidos, 266 ocorreram em áreas de propriedade estatal e 86 em parques, reservas e fazendas privadas, com variações significativas entre as províncias. A província de Mpumalanga registrou o maior aumento, passando de 92 rinocerontes mortos em 2024 para 178 em 2025. Grande parte desses episódios concentrou-se no Parque Nacional Kruger, onde os casos subiram para 175 em 2025 (ante 88 em 2024). Em sentido oposto, KwaZulu-Natal apresentou queda expressiva, de 232 mortes em 2024 para 97 em 2025.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Os rinocerontes permanecem entre as espécies mais afetadas pela caça ilegal. Dados da IUCN apontam que, entre 2006 e 2022, pelo menos 11.700 rinocerontes foram vítimas do crime no continente africano, com entrada no mercado negro de ao menos 58 toneladas de chifres, muitas vezes exibidos como símbolos de status e utilizados em práticas da medicina tradicional.

Enquanto os números gerais apontam para um avanço na proteção, uma nova tensão surge: o governo sul-africano divulgou uma minuta com as propostas de cotas de caça e exportação de troféus para elefantes, rinocerontes-negros e leopardos. Assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Willie Aucamp, a proposta prevê a possibilidade de abater 150 elefantes, 12 rinocerontes e 11 leopardos. As cotas retomam um processo suspenso desde 2021, e o Executivo justifica a medida pelo crescimento populacional de elefantes nos últimos anos, fruto de programas de conservação e proteção.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Para os leopardos, o número reduzido reflete a maior vulnerabilidade da espécie e sua distribuição fragmentada pelo território sul-africano. A medida segue em fase de minuta e será submetida a consulta pública 30 dias antes de eventual implementação.

O setor cinegético argumenta que cotas regulamentadas são mecanismos para financiar ações de proteção da fauna e apoiar comunidades rurais que convivem com grandes mamíferos. Por outro lado, organizações ambientalistas já manifestaram críticas, temendo que a reabertura de autorizações de abate fragilize ganhos de conservação e envie sinais contraditórios no combate ao tráfico ilegal.

Este é um momento de transição: as estatísticas mostram luz em alguns corredores de proteção, mas sombras persistem em outros. Semear políticas públicas que combine fiscalização rigorosa, apoio às comunidades locais e transparência nas decisões sobre cotas de caça será essencial para cultivar um horizonte límpido para os rinocerontes e demais espécies emblemáticas da África do Sul.

— Espresso Italia

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘