Como a tecnologia e a inteligência artificial mudam o dia a dia de quem tem cães e gatos
Pesquisa Ipsos Doxa/Purina mostra: 8 em 10 donos usam tecnologia; 1 em 3 já recorreu à inteligência artificial; veterinário segue sendo referência em saúde.
RESUMO ✦
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Como a tecnologia e a inteligência artificial mudam o dia a dia de quem tem cães e gatos
O convívio moderno com cães e gatos está cada vez mais iluminado pela tela do celular e pelas soluções digitais. Uma pesquisa da Ipsos Doxa para a Purina, apresentada no Italian Pet Summit 2026 em Milão, revela que 8 em cada 10 proprietários de animais de estimação recorrem diariamente à tecnologia digital para cuidar, aprender e partilhar experiências sobre seus companheiros de quatro patas. É um cenário em que a curiosidade encontra ferramentas que podem revelar novos caminhos para o bem-estar animal.
Entre esses tutores, cerca de um em cada três já consultou, ao menos uma vez, a inteligência artificial. O dado mostra como o novo player tecnológico se insere em todas as esferas da vida — inclusive na relação com os animais domésticos — oferecendo respostas rápidas, sugestões e conteúdos que ajudam a orientar decisões do dia a dia.
Ao mesmo tempo, porém, a pesquisa confirma um princípio que permanece sólido: em questões graves de saúde e bem-estar, o ponto de referência continua sendo o profissional. Oito em cada dez proprietários afirmam confiar exclusivamente no veterinário quando se trata de problemas sérios. Essa confiança é a âncora necessária num mar de informações digitais.
O estudo, realizado com uma amostra representativa de mil donos italianos de cães e gatos e complementado por uma atividade de social listening sobre conteúdos publicados nos últimos 24 meses em plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, Facebook, X, Reddit e fóruns, traça o retrato de uma comunidade de tutores cada vez mais conectada. A web deixou de ser apenas palco de entretenimento para se transformar em espaço de aprendizagem, troca e descoberta de atividades para fazer com os animais.
Mas nem tudo é claro como um céu de verão. Metade dos entrevistados — 49% — relata dificuldade em distinguir informações realmente confiáveis. Essa incerteza traduz-se em frustração: 50% dos proprietários se sentem desgastados quando encontram conselhos contraditórios sobre os mesmos temas. É a prova de que a abundância informativa não equivale automaticamente à qualidade do conhecimento.
No contexto econômico, a chamada pet economy segue crescendo: hoje vale cerca de 5,4 bilhões. Esse movimento reflete tanto a profissionalização dos serviços e produtos pet quanto a busca por soluções que aliam bem-estar, sustentabilidade e segurança — tendências que merecem ser semeadas com responsabilidade.
Para a Espresso Italia, que acompanha com olhar atento as transformações do setor e compartilha conteúdos sobre comportamento animal e inovação, a recomendação é clara: usemos o digital como farol, não como mapa definitivo. A inteligência artificial e as redes sociais podem iluminar novos caminhos, oferecer referências e aproximar comunidades; mas a tomada de decisão responsável deve sempre dialogar com a ciência veterinária e com profissionais qualificados.
Há, nessa confluência entre tecnologia e cuidado, uma oportunidade de cultivar valores e elevar práticas. Se a internet nos dá volume e velocidade, cabe à comunidade humana — tutores, clínicas, marcas e comunicadores — transformar esse fluxo em conhecimento confiável. Assim, semeamos inovação e construímos um horizonte límpido para a convivência entre pessoas e animais.
Em resumo: a tecnologia está a serviço do afeto e do cuidado, mas o laço definitivo com a saúde e a segurança dos pets continua sendo tecido pelo veterinário e por fontes confiáveis. Iluminar caminhos exige critério, diálogo e um compromisso coletivo com o bem-estar.

