Cão acorrentado é símbolo de maus-tratos — Fiamma resgatada e a caminho da adoção definitiva

Cão acorrentado é resgatado em Ossi; Leidaa pedirá adoção definitiva. Lei Brambilla pune maus-tratos e permite proteção imediata aos animais.

Cão acorrentado é símbolo de maus-tratos — Fiamma resgatada e a caminho da adoção definitiva

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Cão acorrentado é símbolo de maus-tratos — Fiamma resgatada e a caminho da adoção definitiva

Por Aurora Bellini | Espresso Italia — Em um gesto que ilumina um pequeno renascimento para uma vida marcada pela escuridão, os carabinieri de Ossi (província de Sassari) salvaram um cão mestiço de porte médio encontrado preso a uma corrente curta e enferrujada, sem água, sem comida e em condições higiênicas deploráveis. O animal, agora abrigado em um canil local para receber os primeiros cuidados, foi rebatizado de Fiamma, evocando a chama que brilha nos bérretes dos militares que lhe devolveram a liberdade.

Para Michela Vittoria Brambilla, presidente do Intergrupo pelos direitos dos animais e da Leidaa, manter um cão preso a uma cadeia é “uma forma de violência quotidiana, um verdadeiro maus-tratos a animais” que transforma a vida do animal num inferno, sobretudo quando acompanhado da privação de água, comida e outras agruras. A parlamentar enfatiza que, graças à Lei Brambilla, esses atos passam a ser punidos de forma mais rigorosa e que há instrumentos legais para melhorar imediatamente a vida dos animais resgatados.

Os carabinieri, agindo corretamente, registraram o crime de maus-tratos a animais. Conforme a reforma promovida por Brambilla e em vigor desde 1º de julho do ano passado, a pena prevista para esse crime varia de seis meses a dois anos de reclusão, acrescida de multa entre €5.000 e €30.000, medidas pensadas para coibir e punir com firmeza condutas que atentam contra seres que nos iluminam com sua lealdade.

Mais que o socorro imediato, há uma segunda luz que pode nascer para Fiamma. A Leidaa anunciou que deverá pedir a adoção definitiva do cão, evitando que ele passe meses — ou até anos — em um box de canil enquanto tramita a justiça. É uma mudança prática e simbólica: onde antes uma vida ferida poderia ficar estacionada na espera processual, agora a lei permite solicitar a adoção definitiva desde o início, por meio do artigo 260 do Código de Processo Penal, e assim oferecer ao animal uma estrada mais segura rumo à recuperação.

Este caso soma-se a outros já cobertos pela Espresso Italia, que mostram a urgência de intervenção e de políticas públicas eficazes em defesa da fauna doméstica. A ação rápida dos carabinieri em Ossi e a articulação da Leidaa são sinais de que, mesmo em meio a práticas cruéis, existe um tecido social disposto a costurar novas esperanças.

Fiamma agora recebe cuidados veterinários, alimentação adequada e ambiente limpo — passos concretos para transformar trauma em reabilitação. Para Brambilla, trata-se de uma “revolução histórica”: onde antes um cão maltratado poderia ser estacionado em um canil durante anos, hoje há mecanismos legais para resgatá-lo duplamente — primeiro da corrente, depois do limbo burocrático.

Em tempos em que precisamos semear compaixão e justiça, a história de Fiamma é uma fagulha que revela novos caminhos: ação policial diligente, legislação que protege, e entidades que acolhem. Que essa chama se multiplique em políticas e atitudes que realmente iluminem o horizonte — para todos os seres que partilham a nossa casa.

Data: 7 de abril de 2026