Mattarella pede ação imediata para proteger a biodiversidade e garantir futuro das próximas gerações

Mattarella pede ação imediata para proteger a biodiversidade e o futuro das próximas gerações durante a inauguração do Terra Madre em Turim.

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Mattarella pede ação imediata para proteger a biodiversidade e garantir futuro das próximas gerações

Sergio Mattarella lançou um apelo contundente pela proteção da biodiversidade e do meio ambiente durante a inauguração do Terra Madre — o Salone del Gusto promovido pelo Slow Food em Turim. Ao falar no Teatro Regio, o presidente recordou que a tutela da natureza está inscrita na Constituição, no artigo 9, e reiterou que essa proteção deve olhar sobretudo para quem virá depois de nós.

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Em um discurso que mesclou firmeza e afeto, Mattarella resgatou a memória de Carlo "Carlin" Petrini, fundador do movimento e falecido em maio, lembrando sua visão do alimento como ponte cultural: "o cibo come occasione di incontro, cultura e dialogo", um instrumento que deveria ser capaz de promover a paz entre os povos, em contraponto às guerras que hoje atingem cadeias alimentares e territórios.

O presidente enfatizou que a agricultura permanece o pilar sobre o qual a civilização se apoia — ontem, hoje e amanhã —, mas alertou que esse desenvolvimento não pode ignorar o ambiente. "A biodiversidade é um patrimônio gigantesco che protege a saúde humana, connota o ambiente e a nossa vita", afirmou, lembrando que a multiplicidade genética foi fundamental para a evolução humana e que, sem responsabilidade, essa riqueza pode ser comprimida e perdida, com consequências irreversíveis.

As ameaças estão à vista: empobrecimento devido à homogeneização de cultivos e culturas, desertificação de territórios, mudanças climáticas e a rápida extinção de espécies animais e vegetais. Para o chefe do Estado, essas são frentes essenciais da sustentabilidade — um imperativo para quem pensa no futuro de filhos e netos. Mesmo diante do silêncio ou da descrença de alguns, o declínio não espera; por isso, sublinhou, são urgentes iniciativas políticas que atribuam o valor correto a essa dimensão.

Mattarella defendeu uma ação que combine responsabilidades de baixo para cima — com a participação popular — e de cima para baixo — por meio de instituições nacionais e supranacionais. Esse duplo movimento, segundo ele, é necessário para transformar o alarmismo em políticas concretas e duradouras.

Ao iluminar esse panorama com a sensibilidade de quem observa as próximas gerações, o presidente fez um convite claro: semear políticas que protejam a vida e a diversidade genética, tecer laços entre povos por meio do alimento e cultivar um horizonte límpido para o amanhã. A mensagem é prática e ética: preservar a biodiversidade é preservar a saúde humana, a cultura e a paz social.

Em consonância com o espírito do encontro do Terra Madre, o apelo de Mattarella surge como um chamado à ação — um convite a transformar preocupação em projeto coletivo e a revelar novos caminhos para uma convivência sustentável entre humanidade e natureza.

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