Federica Bertoni: da menina que sonhava cuidar de cangurus ao relato sobre os canis da Itália

Federica Bertoni: da infância com sonhos de veterinária à defesa dos canis vazios; como TV e redes viram ponte para adoções e políticas de bem-estar animal.

Federica Bertoni: da menina que sonhava cuidar de cangurus ao relato sobre os canis da Itália

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Federica Bertoni: da menina que sonhava cuidar de cangurus ao relato sobre os canis da Itália

Federica Bertoni sempre teve uma relação intrínseca com o mundo animal. Em uma conversa franca com a equipe da Espresso Italia, a apresentadora e produtora, formada em Ciências da Produção Animal, conta como transformou carinho e experiência em ação social — com o objetivo claro de iluminar caminhos que levem a canis e abrigos vazios.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

“Quando me perguntavam o que eu queria ser da vida, respondia: veterinária. Sonhava em ir à Austrália para cuidar de cangurus, koalas e dingos”, lembra Federica, com um sorriso que revela a saudade de sonhos de infância. Esse afeto pelas espécies foi se moldando ao longo dos anos, até ganhar forma numa vontade prática: usar a visibilidade na televisão e nas redes para fazer a diferença na vida dos animais.

“Meu trabalho continua sendo a televisão — palco, condução, produção —, mas senti a necessidade de transformar a minha presença nas redes em algo concreto para ajudar os animais”, explica ela, que atualmente apresenta o programa I Love Animals no Radio Bau e mora com os gatos Jack e Piper.

A história de Federica é tecida por presenças felinas e caninas que a salvaram em momentos sombrios. Baby e Brave chegaram em fases delicadas da vida da apresentadora e, segundo ela, foram companhia e âncora. “Eles chegaram num momento muito doloroso: cuidar deles me obrigava a cuidar de mim mesma. Brave sempre dormiu sobre minha cabeça, como se quisesse me proteger”, conta. Por conta de mudanças e da rotina de viagens, Federica tomou a decisão difícil de deixar os primeiros companheiros sob os cuidados da mãe, no Friuli — hoje Brave tem vinte anos e Baby faleceu há quase dois anos.

Durante o lockdown de 2020, Jack entrou em sua vida; depois, Piper completou a família. Essas narrativas pessoais são a base do ativismo de Federica: transformar histórias individuais em um projeto coletivo de cuidado e responsabilidade.

Ao falar da realidade dos canis italianos, ela não poupa crítica nem esperança. “Os abrigos estão cheios demais, com boxes e gaiolas que deveriam estar vazios. Sonho com o dia em que não haverá mais cães esperando por uma adoção”, diz, com o tom firme de quem acredita em políticas públicas, educação e ação local como instrumentos de mudança. Para ela, campanhas de adoção, esterilização em larga escala e apoio formal a protetores e voluntários são pilares imprescindíveis.

Além do ativismo direto, Federica busca transformar sua presença nas mídias em canal de conexão entre abrigos e futuras famílias. “As redes sociais podem ser uma ponte: mostrar rostos, contar histórias, desmistificar o que é adotar. A educação é luz que revela novos caminhos”, afirma, evocando a imagem de um horizonte límpido e uma comunidade que cultiva valores de cuidado.

Ao final, entre memórias e projetos, ela deixa uma mensagem de otimismo prático: “Não se trata de sentir pena, mas de dar oportunidade. Cada adoção bem sucedida, cada canil menos lotado, é um renascimento cultural — semear inovação e responsabilidade”.

É esse olhar — ao mesmo tempo afetuoso e estratégico — que faz de Federica Bertoni uma voz importante no debate sobre bem-estar animal na Itália: alguém que une experiência acadêmica, visibilidade midiática e uma trajetória pessoal marcada por laços que iluminam novos caminhos.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘