Fundação Capellino pede fim da reforma da caça e dos abates de lobos: apelo à premiê Meloni e ao Parlamento
Fundação Capellino pede à premiê Meloni e ao Parlamento que suspendam a reforma da caça e os abates de lobos, propondo transição à agricultura biodiverse.
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Fundação Capellino pede fim da reforma da caça e dos abates de lobos: apelo à premiê Meloni e ao Parlamento
Em uma carta pública enviada no dia da Libertação, 25 de abril, a Fondazione Capellino lançou um apelo claro e urgente à premiê Giorgia Meloni e a todos os parlamentares: parem a proposta de reforma da caça e suspendam qualquer intenção de autorizar abates seletivos de lobos. Assinada por Pier Giovanni Capellino, a missiva convoca o país a se inspirar no espírito de unidade que marcou a libertação da Itália, sugerindo que escolhas públicas dessa natureza deveriam refletir o sentir amplo da sociedade.
A proposta em discussão no Senado prevê a ampliação dos calendários de caça, o aumento das espécies que podem ser caçadas e a extensão dos locais onde a atividade poderá ocorrer. Junto a isso, há a vontade de acelerar o processo de reclassificação do status de proteção do lobo a nível europeu, medida que abriria caminho para abatimentos controlados. Para a Fundação, essas iniciativas são "sem utilidade real para o País" e estão "distantes do sentir dos cidadãos".
Os argumentos da fundação são amparados por pesquisas encomendadas a institutos de opinião que indicam uma clara preocupação pública: uma larga maioria de italianos distancia-se da atividade de caça, e teme as consequências de uma sua expansão — em particular quanto à segurança de pessoas em áreas florestais e montanhosas. A Fundação alerta que permitir a ampliação dos locais de caça pode trazer repercussões sobre a vida cotidiana e a segurança de quem frequenta esses ambientes.
Na carta, Pier Giovanni Capellino recorda que o 25 de abril foi "o alicerce da nossa democracia moderna" e que a memória da Libertação pode orientar uma escolha capaz de reunir a Itália em torno do bem comum. Para a Fundação, proteger o ambiente e a natureza não significa aumentar o número de animais mortos a cada ano. Pelo contrário, a renúncia a disparar sobre a biodiversidade pode abrir caminho a um projeto maior e mais transformador.
Esse projeto, defendido pela Fundação, é ambicioso: fazer da Itália o primeiro país do mundo a sair, em cinco anos, da agricultura convencional para construir um modelo agrícola biológico, biodinâmico e sobretudo biodiverso. Segundo Capellino, essa transição seria um gesto concreto para consolidar o recente reconhecimento da cozinha italiana pela Unesco, proteger a saúde pública, resgatar a dignidade do trabalho agrícola e salvaguardar a terra que alimenta nossa cultura.
O apelo não se limita aos parlamentares: estende-se a associações ambientalistas, ao setor agrícola e à sociedade civil — um convite para tecer alianças e semear soluções que produzam impacto real e duradouro. A mensagem da Fundação é, portanto, dupla: pede-se cautela com medidas que aumentem a letalidade sobre a natureza e propõe-se um horizonte alternativo que ilumine novos caminhos para a ruralidade e o cuidado com a biodiversidade.
Como curadora dessas causas, eu, Aurora Bellini, vejo nesta iniciativa uma oportunidade para cultivar valores que ultrapassem disputas imediatas: é tempo de semear inovação nas práticas agrícolas e de proteger espécies que fazem parte do patrimônio natural. Parar a reforma da caça e os abates de lobos não é só um gesto de proteção; é um convite a construir um renascimento rural que preserve a saúde, o território e a memória coletiva.
Espresso Italia continuará a acompanhar e a iluminar os desdobramentos deste debate, dando voz aos evidentes dilemas éticos, ecológicos e sociais que estão em jogo.