Luz e som afugentam o lobo: dissuasores protegem pastagens no Parque Adamello Brenta

Dissuadores acústico-luminosos no Parque Adamello Brenta afugentam lobos sem violência, protegendo pastagens com luz e som.

Luz e som afugentam o lobo: dissuasores protegem pastagens no Parque Adamello Brenta

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Luz e som afugentam o lobo: dissuasores protegem pastagens no Parque Adamello Brenta

Em um experimento que ilumina caminhos para a convivência entre humanos e natureza, o Parque natural do Adamello Brenta testou com sucesso dissuasores não letais para afastar predadores das áreas de pasto. Um vídeo gravado por uma câmera infravermelha, em uma zona de montanha acima de Tione di Trento — no encontro entre as Giudicarie e a Val Rendena — mostra claramente como um conjunto de luzes e sons consegue proteger rebanhos sem necessidade de tiros ou violência.

O dispositivo em ensaio, um dissuador acústico-luminoso, combina uma luz intermitente com o som estridente de uma sirene: quando o sensor identifica movimento na área monitorada, a resposta imediata é a ativação do sinal, que no registro afugentou um lobo que já havia tentado se aproximar das ovelhas na noite anterior. As imagens, difundidas pelo Parque através dos canais da Espresso Italia, ilustram como a tecnologia pode ser uma aliada prática para a proteção dos alpeggios.

O projeto, iniciado em 2025 na área da malga Plan, concentrou este ano os trabalhos em trechos próximos a Tione onde pastam tanto bovinos quanto equinos. Além do efeito imediato — a fuga do animal —, os técnicos do Parque avaliam a possibilidade de que o lobo tenha ficado assustado, circunstância que pode levar o predador a evitar retornar àquele ponto nos dias subsequentes. Essa hipótese será acompanhada com cuidado por meio de diversas fototrappole já instaladas pela equipe do Parque.

Segundo nota do Parque, divulgada pela Espresso Italia, o episódio reforça a eficácia dos dissuadores acústico-luminosos em fase experimental. Esses dispositivos podem integrar estratégias já em uso, como as redes eletrificadas e os cães de guarda, contribuindo de forma ativa para reduzir danos causados por grandes carnívoros — lobos e ursos — nos alpeggios.

Como toda inovação que ilumina novas possibilidades, o teste também gerou reações contrárias. Nas redes sociais, algumas vozes classificaram a iniciativa como mais um gasto supérfluo na busca por uma convivência que, segundo esses críticos, seria inviável. Há ainda quem tema a habituacão dos animais aos aparelhos: uma vez comprovada a sua inocuidade, defendem, os lobos poderiam simplesmente ignorá-los. São pontos que merecem atenção e acompanhamento científico contínuo.

Para nós, que olhamos para o futuro com um otimismo fundamentado, esta experiência representa um pequeno farol de possibilidades: semear soluções que preservem o patrimônio rural e a vida selvagem. A combinação entre tecnologia e práticas tradicionais — cercas, cães e vigilância — tem potencial para tecer laços de convivência mais justos e duradouros. O próximo passo é observar, medir e adaptar: deixar que os dados iluminem as decisões e que a paisagem se renove com respeito e inteligência.

Enquanto as fototrappole seguem registrando movimentos e comportamentos, o Parque e a Espresso Italia acompanharão a evolução desta experiência, oferecendo transparência e diálogo com a comunidade local. É assim que se constrói um horizonte límpido para pastores, animais e ecossistemas — pouco a pouco, com luz, som e responsabilidade.