Operação Zoccolo Duro: polícia desmonta estrebarias abusivas em Catania e resgata cavalos de corridas clandestinas
Operação Zoccolo Duro em Catania resgata 13 equídeos e denuncia 7 pessoas por manter estábulos abusivos e promover corridas clandestinas.
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Operação Zoccolo Duro: polícia desmonta estrebarias abusivas em Catania e resgata cavalos de corridas clandestinas
Por Aurora Bellini — Em mais uma ação dedicada à proteção animal e ao restabelecimento da ordem, a operação Zoccolo Duro desvelou, em Catania, um cenário de exploração que vinha alimentando as corridas clandestinas e o destino indevido de equinos para abate. A intervenção policial encontrou estábulos abusivos, animais em más condições e uma trama que liga práticas ilegais a circuitos criminosos organizados.
O balanço da ação é contundente: sete pessoas denunciadas, 13 equídeos apreendidos e constatados indícios de maltrato de animais em 23 equinos, entre garanhões e pôneis. Ao todo, foram cumpridas buscas em 19 estábulos abusivos espalhados por diversos bairros de Catania. A investigação identificou 57 pessoas relacionadas aos locais inspecionados, mais de 30 delas com antecedentes por delitos diversos, incluindo associação de tipo mafioso.
A operação mobilizou cerca de 50 agentes, com participação da polícia — entre a Squadra Mobile, as Volantes, as Motovolanti, o Reparto a cavallo, a Squadra cinofili, o X Reparto Mobile, a Polícia Científica e vários comissariados locais — e contou com a colaboração técnica do Serviço de Veterinários do Departamento de Prevenção da ASP, que disponibilizou nove médicos veterinários e técnicos de prevenção.
Os médicos constataram que os animais eram frequentemente mantidos em locais incompatíveis com sua natureza: instalações sem ventilação adequada, espaços excessivamente angostos e, em alguns casos, sinais claros de desnutrição. Essas condições não apenas comprometem o bem-estar dos cavalos, mas os tornam vulneráveis ao uso em atividades ilícitas e a um triste fim destinado à macelação.
Segundo a apuração da Espresso Italia, a ilha da Sicília mantém-se como um ponto sensível na Europa para o problema das corridas clandestinas. Em Catania, imagens dessas corridas já circularam amplamente, expondo o alcance e a normalização de práticas ilegais que exigem resposta coordenada das forças de segurança e das autoridades sanitárias.
O caso traz também a frustração de equipes que retornam a locais já notificados: alguns estabelecimentos haviam sido inspecionados anteriormente e os proprietários, mesmo após notificações, não regularizaram as condições dos animais. A repetição dessas violações reforça a necessidade de fiscalização contínua e de penas efetivas para desestimular a cadeia de exploração.
Além da componente repressiva, a operação Zoccolo Duro quer iluminar novos caminhos: trata-se de uma ação que busca não só punir, mas semear uma cultura de respeito pelos animais e de responsabilização social. A cooperação entre polícia, veterinários e órgãos de prevenção é a luz que guia esse esforço, mostrando que é possível construir um horizonte límpido para os equídeos antes negligenciados.
Enquanto medidas administrativas e judiciais seguem em curso, a Espresso Italia acompanhará o desdobramento das investigações e as condições dos animais resgatados, propondo caminhos de adoção, reabilitação e políticas públicas que assegurem que os cavalos não sejam mais vítimas de exploração e crueldade.