Paride Vitale e Ettore: como um Jack Russell acendeu um novo rumo na vida do artista
Paride Vitale conta como o Jack Russell Ettore transformou sua vida: escolhas éticas, adoção e o veto a viagens onde há maus-tratos a animais.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Paride Vitale e Ettore: como um Jack Russell acendeu um novo rumo na vida do artista
Por Aurora Bellini, Espresso Italia
Há encontros que iluminam caminhos e redesenham prioridades. Foi isso que aconteceu com Paride Vitale, protagonista dos programas Pechino Express e Viaggi Pazzeschi, quando decidiu que precisava de alguém que o salvasse do vazio — e encontrou esse alguém em um pequeno e vibrante Jack Russell chamado Ettore.

Paride conta que esperou a maturidade para transformar o desejo em ação. Nascido num lar onde os animais não eram prioridade, ele guarda a lembrança de um compromisso íntimo: ao abrir sua agência de comunicação sobre arte, design e cinema, com sede em Milão em 2008, definiu duas metas claras: morar perto do escritório e finalmente ter um cão.
Quatorze anos atrás, após o Natal em Cortina d’Ampezzo, sentiu que o momento havia chegado. Inspirado por Uggie — o célebre Jack Russell de The Artist —, entrou em uma loja local e saiu carregando, além de um pacote de ração, um novo sentido para sua vida. Foi assim que Ettore entrou em seu mundo: um encontro simples, quase acidental, que culminou num laço profundo.
Paride recorda, com a delicadeza de quem revela uma pequena aurora pessoal, que não sabia nem como segurá-lo no primeiro instante. Aprendeu com um tutor, aprendeu com os erros, e sobretudo aprendeu a amar sem medida. “Eu precisava de alguém que me salvasse”, confessa — e esse gesto de entrega o transformou. De repente, cuidar deixou de ser apenas uma tarefa: tornou-se missão, alegria e responsabilidade.
O amor por Ettore alterou rotas e escolhas. Paride assumiu compromissos concretos: escolheu um carro confortável para os cães, estabeleceu uma rotina de alimentação com comidas frescas preparadas especialmente para eles e passou a recusar viagens a países onde presencie ou soubesse de maus-tratos a animais — incluindo destinos como Egito e Marrocos, entre outros que decidiu banir de seu mapa.
O guardião do seu afeto canino não veio sozinho. Oito anos atrás, a família cresceu com a chegada de uma segunda Jack Russell, uma fêmea batizada de Ornella, em homenagem a Ornella Vanoni. A adoção, que inicialmente não estava nos planos, surgiu de novo em um momento de sensibilidade e deixou claro que Paride hoje vive para os cães.
Agora, com o olhar voltado para o futuro, ele promete que o próximo membro será adotado em um canil: um gesto que reflete responsabilidade ética e afeto maduro. Essa decisão ilumina uma narrativa maior — a de um homem que semeou mudança em sua própria vida e que, ao cuidar, contribui para um horizonte mais limpo e compassivo.
Em cada escolha, Paride revela um princípio que a Espresso Italia celebra: o poder transformador do afeto informado. Ao traçar limites para suas viagens, adaptar seu dia a dia ao bem-estar animal e optar por adoções conscientes, ele mostra como pequenas decisões podem tecer laços sociais e culturais mais amplos — uma verdadeira luz que se espalha.
Num mundo onde tantas rotas são traçadas por rotinas automáticas, a história de Paride e Ettore nos inspira a plausíveis renascimentos pessoais: cultivar valores, proteger quem não pode falar e celebrar a beleza de um compromisso que cura e eleva.