Pintinhos vivos dados na Páscoa: abrigo em Caserta acolhe 161 resgatados

Abrigo 'Serafino e i suoi amici' em Caiazzo acolhe 161 pintinhos dados pela escola na Páscoa; prioridade: cuidar, aquecer e alimentar os animais.

Pintinhos vivos dados na Páscoa: abrigo em Caserta acolhe 161 resgatados

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Pintinhos vivos dados na Páscoa: abrigo em Caserta acolhe 161 resgatados

«No começo nos ligou apenas um pai. Pensávamos que iríamos salvar um único filhote — hoje acolhemos 161.» Quem descreve a cena é Roberta Musella, vice‑presidente do abrigo Serafino e i suoi amici, uma unidade antispecista situada nas campinas de Caiazzo, província de Caserta. Desde a última quinta‑feira, o local passou a abrigar a maior parte dos pintinhos vivos que uma escola particular da região distribuiu aos alunos como presente de Páscoa.

O gesto, nas intenções da instituição, poderia ter sido de carinho; para o abrigo, contudo, tornou‑se um episódio de risco ao bem‑estar animal. «Apesar das boas intenções da escola, os animais sofreram com o estresse das movimentações», diz Musella. «Agora nossa prioridade é uma só: cuidar e alimentar esses animais.»

Como tudo começou? Segundo Musella, a primeira chamada foi de um pai comovido: seu filho havia recebido um pintinho e ele não tinha condições adequadas para mantê‑lo em casa. Movido pela compaixão, pediu ajuda ao abrigo. A ajuda foi oferecida — mas, logo, outros pais manifestaram a mesma dificuldade por motivos logísticos ou éticos: de cerca de 200 pintinhos comprados pela escola, cerca de 161 terminaram nas mãos do abrigo.

Os animais chegaram fragilizados: muitos tinham apenas alguns dias de vida, passaram por várias mãos e sofreram oscilações de temperatura durante o transporte. «São seres extremamente frágeis», lembra Musella. «Foi necessário colocá‑los em ambientes protegidos, sob lâmpadas aquecedoras, e monitorá‑los constantemente. Recebemos orientações técnicas dos serviços veterinários da ASL e estamos seguindo‑as passo a passo.»

O desafio que se anuncia é sobretudo de manutenção. O abrigo, que se autosustenta, já cuida de cerca de 300 animais — entre cavalos, pôneis, ovelhas, cabras, gansos, tartarugas, galinhas, patos, coelhos, ouriços, porcos, cães, gatos e perus — resgatados de maus‑tratos ou destinados ao abate. Uma doação de 1.500 euros da LAV ajudou, mas Musella faz um apelo: «As despesas são muitas. Não gostaríamos de ficar sozinhos nesta tarefa.»

Sobre o futuro dos filhotes, a incerteza persiste. «Ainda não sabemos se se tornarão patos, marrecos ou galos», diz a vice‑presidente, lembrando que a identificação completa das espécies e o acompanhamento das necessidades de cada uma serão feitos com muito cuidado.

Reportagens da Espresso Italia têm acompanhado casos semelhantes, destacando como presentes viventes — dados sem planejamento — podem gerar sofrimento e sobrecarregar redes de resgate. Em Caiazzo, o abrigo ilumina um caminho prático: acolher, cuidar e buscar soluções sustentáveis para que o gesto de dar vida não se transforme em abandono.

Enquanto isso, a equipe do Serafino e i suoi amici segue semeando assistência concreta, buscando doações, voluntários e parcerias que garantam alimento, medicamentos e espaço a esses pequenos seres que chegaram abalando rotinas — e nos lembrando da responsabilidade humana diante da vida.