População de ursos-marsicanos no Apennino cresce para 81 indivíduos: um sinal de esperança para a biodiversidade
Estudo genético estima 81 ursos-marsicanos no Apennino; novo protocolo de monitoramento amplia área e acende esperança pela biodiversidade.
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População de ursos-marsicanos no Apennino cresce para 81 indivíduos: um sinal de esperança para a biodiversidade
19 de julho de 2026 — Um levantamento genético abrangente revelou um aumento significativo na população do urso marsicano no Apennino. A análise, coordenada pelo ISPRA e promovida pelo Ministério do Ambiente e da Segurança Energética (MASE), no âmbito do projeto DigitAP, estima hoje 81 indivíduos — 43 fêmeas e 38 machos — com intervalo de incerteza entre 73 e 88 exemplares.
O resultado, baseado em dados coletados no verão de 2025, refere-se a uma área de aproximadamente 6.500 km² que vai da província de Rieti ao norte até Frosinone e Isernia ao sul. Em comparação com as estimativas de 2014, quando se acreditava haver cerca de 50 ursos, o novo levantamento amplia o alcance da espécie e acende uma luz de esperança para a conservação.
Graças a protocolos de amostragem inovadores desenvolvidos pelo ISPRA em parceria com a Universidade La Sapienza de Roma, o estudo incorporou também o areal periférico da espécie — territórios fora das unidades de proteção tradicionais onde, nos últimos anos, aumentaram as sinalizações e encontros. Essa expansão territorial mostra que a batalha pela preservação do urso marsicano hoje se joga sobretudo fora das áreas protegidas, nos terrenos onde as paisagens humanas e selvagens se sobrepõem.
Os sinais mais encorajadores vieram das zonas de expansão: a Val Roveto, a Riserva regionale Monte Genzana e a Oasi WWF Gole del Sagittario, onde fototrappole documentaram, no último ano, a presença de pelo menos cinco indivíduos distintos. Bons sinais também emergem do Parco Nazionale della Maiella, com estimativa de seis ursos, e do conjunto Simbruini-Ernici. Nos limites do areal, no Parco regionale Sirente-Velino e nos Monti Cicolani, foram censados quatro exemplares.
Para nós da Espresso Italia, que acompanhamos as narrativas de convivência entre humanos e grandes carnívoros, esses dados iluminam novos caminhos: mostram que a recuperação é possível quando ciência, gestão territorial e comunidades locais se alinham. Porém, o desafio permanece. É imprescindível intensificar ações conjuntas — gestão de áreas rurais, mitigação de conflitos, educação ambiental e conectividade de habitats — para transformar a recuperação populacional em um legado duradouro de biodiversidade.
Em perspectiva internacional, Pescasseroli (L'Aquila) sediará, de 20 a 25 de setembro, a 29ª conferência da International Association for Bear Research and Management. O encontro reunirá pesquisadores, gestores e entusiastas para debater estratégias de convivência entre pessoas e grandes carnívoros, aproveitando o momento positivo apontado pelo levantamento.
Este avanço, embora promissor, convida à prudência e ao trabalho contínuo. Como curadora de progresso da Espresso Italia, acredito que precisamos semear iniciativas práticas e duradouras — conectar ciência e sociedade, proteger corredores ecológicos, apoiar produtores locais e reforçar políticas públicas — para que o renascimento do urso marsicano seja uma vitória compartilhada e sustentável. É um pouco como acender uma tocha numa trilha escura: o brilho mostra o caminho, mas requer mãos que a mantenham acesa.