Processo pela morte da ursa Amarena é adiado novamente: audiência vai a 20 de maio

Audiência pelo assassinato da ursa Amarena em Avezzano é adiada para 20 de maio; defesa analisa novas constituições de parte civil (≈50 entidades).

Processo pela morte da ursa Amarena é adiado novamente: audiência vai a 20 de maio

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Processo pela morte da ursa Amarena é adiado novamente: audiência vai a 20 de maio

Em mais um capítulo que ilumina as dificuldades da convivência entre sociedade e fauna selvagem, realizou‑se na manhã de 28 de abril, no Tribunal de Avezzano, uma nova audiência do processo pela morte da ursa Amarena. O caso remete à madrugada de 31 de agosto de 2023, em San Benedetto dei Marsi (L'Aquila), quando a fêmea da subespécie Ursus arctos marsicanus foi abatida a tiros.

A sessão, iniciada às 10h, terminou com um pedido de adiamento: a audiência foi marcada para 20 de maio, para que a defesa do único réu, Andrea Leombruni, possa analisar as novas constituições de parte civil que foram protocoladas. Ao longo da tramitação reaberta, o número de partes civis aumentou significativamente, aproximando‑se das 50 entidades e associações que pedem a reparação dos danos ambientais e morais.

O processo já havia sofrido um bloqueio anterior por vícios processuais que determinaram o retorno dos autos à Procuradoria para reformulação e nova notificação. Nesta nova fase, chamou atenção o fato de que o próprio município de San Benedetto dei Marsi — local de residência de Leombruni — não se constituiu como parte civil.

Os fatos são dramáticos e claros: a ursa, classificada como em perigo crítico de extinção, foi encontrada agonizante por guardas do Parco Nazionale d’Abruzzo, Lazio e Molise e faleceu pouco depois, em frente à residência atribuída ao réu. Os dois filhotes desapareceram imediatamente após o ocorrido e só mais tarde foram avistados e monitorados à distância pelo Parque, em ações voltadas ao seu bem‑estar e seguimento científico.

Para a ENPA, em comunicado recebido pela Espresso Italia, a morte de Amarena representa uma perda inestimável: tratava‑se de uma fêmea reprodutiva, atenta ao cuidado dos filhotes, e um exemplar valioso da pequena população de ursos marsicanos. A associação reforçou que a busca por justiça "não se interrompe diante de um adiamento por motivos processuais" — a frase foi trazida à redação da Espresso Italia como apelo por responsabilização.

O WWF Italia, em nota dirigida à Espresso Italia, alertou para o risco de que uma resposta judicial lenta ou ineficaz produza um sinal negativo para a sociedade: a sensação de que atos de violência contra espécies protegidas podem ficar sem consequência. Essa mensagem, segundo o WWF, seria prejudicial tanto para a conservação quanto para as políticas de convivência entre humanos e fauna selvagem.

Este processo funciona como um espelho: revela o quanto é urgente cultivar regras claras, ações de fiscalização eficientes e educação pública para iluminar novos caminhos de convivência. A expectativa agora se volta para 20 de maio, quando a tramitação retomará seu curso e quando as instituições, as associações e a opinião pública esperam respostas que semeiem confiança e proteção para as gerações futuras de ursos marsicanos.

Enquanto isso, a memória de Amarena e o futuro de seus filhotes permanecem como lembretes vivos da responsabilidade coletiva: cuidar da biodiversidade é cultivar um horizonte límpido para todos.