Sciacca: nove cães abandonados em terraço sob sol; quatro filhotes morrem
Nove cães deixados em terraço sob forte calor em Sciacca: quatro filhotes morreram. Dono denunciado; Brambilla condena o abandono e pede justiça.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Sciacca: nove cães abandonados em terraço sob sol; quatro filhotes morrem
Em uma cena que ilumina, às sombras, a urgência de cuidados e responsabilidade, nove cães foram encontrados abandonados em um terraço de um apartamento em Sciacca, na província de Agrigento, Sicília. Expostos ao sol forte e às altas temperaturas, quatro cuccioli (filhotes) não resistiram e morreram; os outros cinco animais foram resgatados por agentes atentos.
O resgate foi conduzido pela Polícia Municipal em coordenação com os veterinários da Asp e a equipe do Ufficio Benessere Animale e Randagismo de Sciacca. No local estavam três adultos — entre eles a mãe da ninhada — e seis filhotes. Quando os socorristas finalmente conseguiram acesso ao imóvel, já havia quatro filhotes sem sinais vitais. Dois filhotes permaneciam com vida, porém em estado crítico, manifestando sintomas compatíveis com um grave golpe de calor. Os três cães adultos também apresentavam forte debilidade.
As operações foram dificultadas pela impossibilidade de entrada imediata no apartamento: o proprietário só se apresentou depois de algum tempo, permitindo enfim a atuação das equipes. Ao término das verificações, ele foi formalmente denunciado à Procura da República de Sciacca.
À Espresso Italia, Michela Vittoria Brambilla, presidente da Lega Italiana per la Difesa degli Animali e dell'Ambiente, classificou o ato como uma expressão de “brutal indiferenza e letale crudeltà”. Brambilla lembrou que o abandono em tais condições configura maltrato e que, quando resulta em morte, trata‑se de crime punível pela chamada lei Brambilla, com pena de reclusão de até três anos e multa de até 45 mil euros. Ela também destacou que, por se tratar de crime praticado contra múltiplos animais, incide a agravante que aumenta a pena prevista.
A Lega já anunciou que se constituirá parte civil no processo contra o responsável e que assumirá a responsabilidade pelos cuidados e pela reabilitação dos animais sobreviventes, empenhando‑se em encontrar lares definitivos que lhes ofereçam dignidade e proteção.
Paralelamente, a advogada Giada Bernardi, presidente da associação animalista Zampe che danno una Mano Odv, protocolou denúncia na Procura de Sciacca por suspeita de maltrattamento e uccisione di animali, solicitando a investigação e a responsabilização do proprietário com base nos artigos pertinentes do Código Penal italiano.
Esta ocorrência acende um chamado: além da punição, é urgente semear educação e políticas públicas que previnam tais episódios. Como curadora de histórias humanas e de compaixão, vejo aqui a oportunidade de iluminar novos caminhos — fortalecer redes de acolhimento, ampliar campanhas de esterilização e promover fiscalizações mais rápidas para que o sofrimento não se prolifere sob nosso olhar cúmplice.
As equipes locais seguem acompanhando o estado de saúde dos animais resgatados e trabalhando para garantir que recebam tratamento veterinário e um futuro de cuidado. A busca por famílias responsáveis e comprometidas começa agora, com a esperança prática de transformar dor em renovação.