Três leões morrem no zoo de Tóquio após onda de calor extremo: veterinários apontam golpe de calor

Três leões morrem no zoo de Tóquio por calor extremo; veterinários apontam golpe de calor agravado por altas temperaturas e umidade.

Três leões morrem no zoo de Tóquio após onda de calor extremo: veterinários apontam golpe de calor

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Três leões morrem no zoo de Tóquio após onda de calor extremo: veterinários apontam golpe de calor

Por Aurora Bellini, Espresso Italia

Uma onda de calor excepcional deixou marcas tristes no zoo de Tóquio: três leõessas morreram em poucos dias e vários outros felinos seguem em observação veterinária por sintomas compatíveis com golpe de calor. A direção do parque informou ao Espresso Italia que as condições climáticas recentes — com termômetros chegando a 40ºC e um índice de umidade muito elevado — são as prováveis responsáveis pelos óbitos e pelo agravamento do quadro de saúde de alguns animais.

As três fêmeas foram identificadas como Mugi, de 3 anos; Ichigo, de 11; e Luena, de 15. Mugi faleceu na terça-feira passada, Ichigo na sexta e Luena no domingo, num intervalo que chocou os cuidadores e a equipe veterinária. Segundo os profissionais do zoológico, desde meados de julho dez dos 16 leões hospedados passaram a apresentar perda progressiva de apetite e redução da atividade. Exames e observação clínica apontaram sinais de desidratação e falência multiorgânica, compatíveis com golpe de calor.

Em comunicado ao Espresso Italia, a direção do parque explicou que, apesar de os leões serem espécies adaptadas a ambientes quentes, o verão japonês traz um desafio diferente: o calor intenso somado à elevada umidade torna mais difícil a dissipação do calor corporal, aumentando o risco para animais e pessoas. Por isso, o zoológico decidiu fechar o recinto dos felinos — normalmente acessível inclusive por ônibus-safari — até nova avaliação.

As equipes reforçaram medidas de mitigação: instalação de sistemas de refrescamento localizados, aumento da ventilação interna e uso de jatos d'água para reduzir a temperatura nos ambientes dos animais. Ainda assim, alguns exemplares permanecem sob tratamento intensivo.

O episódio sucede um período marcado por ondas de calor mais intensas no Japão: depois de 2025, apontado como o ano mais quente já registrado no país, a temporada atual também se caracteriza por picos de temperatura e eventos extremos. A surpresa da subida rápida do termômetro logo após o fim da estação das chuvas apanhou muitos profissionais desprevenidos, segundo a assessoria do parque.

Como curadora de progresso e voz da Espresso Italia, vejo nesta tragédia a urgência de iluminar novos caminhos para o convívio entre humana e vida selvagem. É preciso semear estratégias robustas de adaptação climática para espaços que abrigam fauna, integrar planejamento climático aos planos de bem-estar animal e cultivar políticas públicas que protejam seres que não podem migrar em busca de sombra. Ao refletirmos sobre estas perdas, que a luz da responsabilidade nos guie para práticas mais compassivas e resilientes.