Comparecimento no referendo da justiça chega a 14,92% às 12h; liderança da Emilia-Romagna com 19,44%
Comparecimento ao referendo da justiça às 12h: 14,92%. Emilia-Romagna lidera com 19,44%; NO à frente nas pesquisas (52% x 48%).
RESUMO ✦
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Comparecimento no referendo da justiça chega a 14,92% às 12h; liderança da Emilia-Romagna com 19,44%
Às 12h deste domingo, o comparecimento ao referendo da justiça registrou 14,92% do eleitorado, um índice inicial relevante que aponta mobilização superior a algumas consultas anteriores. O número, embora distante de um patamar decisivo por si só, passa a ter peso político acrescido por não haver quorum obrigatório e em função das tendências apontadas nas pesquisas prévias.
Dados regionais mostram forte disparidade territorial: na dianteira está a Emilia-Romagna com 19,44%, seguida por Friuli Venezia Giulia com 17,86% e Lombardia com 17,57%. Também acima da média nacional aparecem Liguria (17,50%) e Veneto (17,06%). Entre as grandes regiões centrais, Toscana marca 16,9% e o Lazio 16,26%. As Marche registraram 15,6%.
Nas regiões do Sul, o ritmo é mais lento: Calabria atingiu 9,74% e Basilicata 9,84%, as únicas abaixo de 10%. Nas principais cidades os números são mais elevados — Bologna ultrapassa 21%, Firenze passa de 20%, enquanto Milano e Roma registram ambos mais de 17%.
Os eleitores respondem a três questões centrais: a separação de carreiras entre magistratura judicial e promotoria, o sdoppiamento del CSM (divisão do Conselho Superior da Magistratura) e a criação de uma Alta Corte. Ao todo, a reforma atinge sete artigos da Constituição, segundo o texto que motivou a consulta.
O processo de votação está em curso com os seggi abertos das 7h às 23h no domingo e retomando das 7h às 15h na segunda-feira. Em paralelo ao movimento nas urnas, houve manifestações de preocupação: foram reportados casos de uso indevido de crachás com símbolo que remete ao Sì dentro de seções eleitorais — episódio que suscitou críticas e pedidos de verificação das autoridades eleitorais.
Nos últimos sondagens disponíveis antes da interrupção formal das publicações, a intenção de voto indicava vantagem do NO por 52% contra 48% do Sì (pesquisa SWG para TG La7, 6 de março de 2026). Observadores apontam, contudo, que uma mobilização superior poderia alterar o equilíbrio: uma taxa de participação mais alta tende a favorecer o Sì, segundo análises de comportamento eleitoral, pela aparente maior disposição do eleitorado de centro-esquerda em ir às urnas nas últimas semanas.
Comparando com consultas passadas, o início da jornada registra adesão relativa maior: às 12h de 2020 o comparecimento estava perto de 12%, em 2006 pouco acima de 10% e em 2001 abaixo de 8%. Esses números desenham um cenário de interesse público crescente sobre a arquitetura das instituições que a reforma pretende tocar, mas ainda longe de garantir qualquer desfecho.
Como correspondente atento à ponte entre Roma e cidadãos, monitorarei a evolução do dia e dos dados oficiais, sobretudo à medida que se aproximarem as apurações parciais da tarde e o fechamento das urnas. O peso da caneta — e das urnas — decidirá se as mudanças propostas terão aceitação popular ou se permanecerão como discussão na construção dos alicerces da lei.


