Fratelli d'Italia divulga 'pamphlet' e celebra queda dos desembarques: -43% nos primeiros cinco meses de 2026
Fratelli d'Italia apresenta pamphlet sobre imigração e anuncia queda de 43% nos desembarques nos primeiros cinco meses de 2026. Números e reações.
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Fratelli d'Italia divulga 'pamphlet' e celebra queda dos desembarques: -43% nos primeiros cinco meses de 2026
Por Giuseppe Borgo — Em uma conferência de imprensa na Câmara, o departamento de imigração do Fratelli d'Italia apresentou um pamphlet com os resultados do governo no tema da imigração, atribuindo a mudança de rota também ao impacto nas políticas da União Europeia desde o discurso de Giorgia Meloni sobre a proteção das fronteiras. O material, segundo os responsáveis do partido, reúne "todos os provvedimenti di questo governo" sobre o tema.
Dados apresentados no documento e expostos durante a coletiva mostram números que o partido considera inequívocos: -43% de desembarques nos primeiros cinco meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2022; -57% de chegadas em 2024 e 2025 em relação a 2023; e -36% em comparação a 2022. O relatório também aponta um aumento nas repatriações: +50% em 2025 frente a 2022, com uma relação entre desembarques e repatriações de 10% em 2025 e 32% nos primeiros meses de 2026.
Entre janeiro e abril de 2026 foram contabilizados 2.967 repatriados, segundo o documento, com um salto de +28% nas repatriações forçadas e +69% nas repatriações voluntárias assistidas em comparação ao mesmo período de 2025.
Sara Kelany, responsável pela área de imigração no partido, destacou que "não podemos mais nos esconder sob o bomismo imigracionista e a Europa está mostrando isso". Kelany afirmou que a intenção é mostrar a "verdade dos números" e defendeu que, desde o momento em que Meloni anunciou que "protegeremos nossas fronteiras", houve uma virada na abordagem europeia do dossier.
Giovanni Donzelli, responsável pela organização do FdI, acusou a esquerda de posturas contraditórias — ora considerando insuficientes as ações do governo, ora tachando o partido de racista — e reiterou que a estratégia adotada busca combater fortemente a imigração irregular ao mesmo tempo que favorece canais de imigração regular. "Aumentaram as repatriações e diminuíram os desembarques. O percurso leva a cifras claras e inequívocas", afirmou.
Francesco Filini, deputado e responsável pelo programa do partido, ressaltou que não é trivial para um partido como o FdI apresentar um balanço público desta natureza. "A imigração representa um problema; a imigração clandestina deve ser perseguida", disse, declarando oposição ao modelo dos "portos abertos" por considerar riscos à segurança pública e à coesão do modelo europeu — comentário que incluiu uma referência aos recentes distúrbios em Paris após a vitória do Paris Saint-Germain, como exemplo dos perigos que o partido evita replicar.
O pamphlet surge, segundo seus autores, como um instrumento de prestação de contas: pretende ser uma ponte entre as decisões políticas de Roma e a percepção pública sobre a gestão das fronteiras, trazendo números e medidas que, nas palavras do partido, configuram os novos alicerces da política migratória italiana. Para analistas externos, porém, resta avaliar a durabilidade desses efeitos e o grau em que acordos com países terceiros e custos financeiros explicam os resultados.
Como repórter atento à arquitetura das políticas públicas, mantenho o foco em traduzir o peso da caneta governamental para quem vive as consequências diretas dessas decisões — estejam eles cidadãos, imigrantes ou comunidades ítalo-descendentes que acompanham a construção de direitos e deveres na Europa contemporânea.