Papa Leone retoma tradição do Tríduo Pascal e realiza a lavanda dos pés a 12 sacerdotes em Latrão
Papa Leone retoma tradição do Tríduo Pascal e realiza a lavanda dos pés a 12 sacerdotes na Basílica de São João de Latrão.
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Papa Leone retoma tradição do Tríduo Pascal e realiza a lavanda dos pés a 12 sacerdotes em Latrão
As celebrações do Tríduo Pascal avançam com os ritos desta Quinta‑feira Santa. Em iniciativa que marca um retorno às práticas litúrgicas tradicionais, o Papa Leone, pontífice de origem americana, presidiu a missa crismal na Basílica de São Pedro e conduzirá, no fim da tarde, a missa in Coena Domini na Basílica de São João de Latrão, incluindo a lavanda dos pés a doze sacerdotes romanos.
Logo pela manhã, às 9h30, a cerimônia do crisma — um dos momentos centrais do Tríduo Pascal para o clero — teve início. Na liturgia, os óleos sagrados foram abençoados: o óleo dos enfermos, o óleo dos catecúmenos e o santo crisma. Os sacerdotes presentes renovaram as promessas feitas no momento da ordenação, conforme o rito tradicional. Trata‑se de uma prática institucional que confirma a continuidade ministerial da Igreja e a unidade do presbitério com a Sé.
Programada para as 17h30, a missa em Coena Domini será celebrada na Basílica de São João de Latrão, sede formal da Diocese de Roma. A escolha do local sinaliza uma retomada de práticas litúrgicas mais convencionais: a última vez que a lavanda dos pés foi realizada em Latrão por um pontífice foi em 2012, na celebração de Bento XVI. Durante o pontificado de Francisco, o rito havia sido frequentemente deslocado para espaços simbólicos, como instituições penitenciárias e centros de sofrimento, com o objetivo de sublinhar o serviço e a proximidade com as periferias humanas.
A missa vespertina da Quinta‑feira Santa abre formalmente o Tríduo Pascal, recordando a Última Ceia, a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e o mandamento do amor — representado liturgicamente pela lavagem dos pés. Ao término da celebração em Latrão ocorrerá a reposição do Santíssimo Sacramento, conforme o rito que prolonga a vigília pascal.
Do ponto de vista ritual e institucional, a sequência de atos desta quinta-feira concentra decisões e sinais caros ao governo pastoral: a bênção dos santos óleos e a renovação das promessas reafirmam a continuidade sacramental; a opção por Latrão para a missa in Coena Domini assinala uma leitura mais tradicional do calendário litúrgico; e a prática da lavanda dos pés a doze sacerdotes romanos reitera o simbolismo do serviço e da fraternidade clerical.
Relatos e imagens oficiais devem complementar a cobertura ao longo do dia, com foco no conteúdo dos discursos e na configuração dos ritos. A apuração foi feita por cruzamento de fontes vaticanas e agências presentes em Roma; os fatos descritos correspondem à programação divulgada pela Diocese de Roma e confirmada pela assessoria da Basílica.
Resumo técnico: 9h30 — missa crismal na Basílica de São Pedro (bênção dos óleos e renovação das promessas sacerdotais). 17h30 — deslocamento à Basílica de São João de Latrão para a missa in Coena Domini e a lavanda dos pés a 12 sacerdotes, seguida da reposição do Santíssimo Sacramento.