10% das mulheres consome álcool durante a gravidez; abril é mês de prevenção
Quase 10% das mulheres consome álcool na gravidez. Abril reforça campanhas de prevenção e apoio para evitar a síndrome alcoólica fetal.
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10% das mulheres consome álcool durante a gravidez; abril é mês de prevenção
Quase 10% das mulheres em escala global consomem álcool durante a gravidez, um hábito que pode deixar marcas duradouras na vida da criança. Em média, a síndrome alcoólica fetal (FAS), a forma mais grave do espectro de distúrbios causados pela exposição pré-natal ao álcool, ocorre em 14,6 casos a cada 10.000 pessoas, o que equivale a cerca de 119.000 crianças nascidas por ano no mundo com esta condição. Esses números foram lembrados pela Federazione Nazionale degli Ordini della Professione Ostetrica por ocasião de abril, mês dedicado à prevenção do consumo de álcool.
Ao longo de abril, instituições públicas, associações e profissionais de saúde intensificam campanhas educativas sobre os danos associados ao consumo de álcool na gravidez. Na Itália, as ações deste mês ganham um significado adicional: 2026 celebra os 25 anos da Lei 125/2001, que estabeleceu estratégias nacionais de promoção da saúde e prevenção de comportamentos relacionados ao álcool, e marca a 25ª edição do Alcohol Prevention Day, promovido pelo Istituto Superiore di Sanità.
Como observador atento das sutilezas do cotidiano — o ritmo das cidades e o tempo interior de cada corpo — vejo na prevenção um trabalho de jardinagem: é preciso cultivar informação clara, aparar mal-entendidos e regar apoios concretos para que os futuros nascimentos floresçam sem as sombras da exposição alcoólica. A prevenção da exposição pré-natal ao álcool passa por medidas simples e compassivas: orientação pré-concepcional, triagem e aconselhamento durante o cuidado pré-natal, campanhas de comunicação que alcancem diferentes comunidades e apoio a mulheres em situações de vulnerabilidade.
Profissionais de saúde, especialmente obstétricas e obstetras, têm papel central na identificação precoce do consumo e na oferta de intervenções breves e encaminhamentos quando necessário. Informação baseada em evidências e abordagens sem julgamentos aumentam a confiança das mulheres e favorecem mudanças de comportamento. Em linguagem direta: a recomendação universal das autoridades sanitárias é de abstinência completa de álcool durante a gravidez e no período em que se está tentando engravidar.
Além das consultas clínicas, as campanhas públicas durante abril buscam tocar o cotidiano das famílias — lembrando que a proteção do feto começa antes mesmo do primeiro exame pré-natal. É um tempo de semear hábitos saudáveis, de transformar rituais sociais que envolvem bebida em escolhas conscientes e acolhedoras. Ao unir políticas públicas, formação profissional e suporte comunitário, podemos reduzir a prevalência das perturbações do espectro alcoólico fetal e garantir que cada criança nasça com mais saúde e possibilidades.
Em suma, a chamada é clara: no mês da prevenção, renovemos o compromisso coletivo de proteger a infância antes mesmo de seu início. Com informação, sensibilidade e ações práticas, é possível diminuir os riscos do consumo de álcool na gravidez e cuidar das raízes do bem-estar das futuras gerações.