Bassetti: temporada de influenza entre as piores em 30 anos; H3N2 sofreu mutação e Covid é ameaça menor

Bassetti afirma que a temporada de influenza está entre as piores em 30 anos; H3N2 mutou e vacina perdeu eficácia, enquanto Covid teve menor impacto.

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Bassetti: temporada de influenza entre as piores em 30 anos; H3N2 sofreu mutação e Covid é ameaça menor

O infecionista Matteo Bassetti descreve esta temporada como uma das mais severas dos últimos 30 anos. Em um post nas redes, ele lembra que a onda de influenza que atravessou o inverno superou o Covid em contágios e internações, e que, em termos de virulência, ambos os vírus estão se aproximando.

Segundo o médico do Policlinico San Martino de Gênova, o principal fator por trás da intensidade desta estação foi a mutação do vírus: o subtipo H3N2 mudou depois da escolha da composição vacinal, tornando a vacina anual menos eficaz do que o esperado — um fenômeno semelhante ao observado na temporada anterior. Ainda assim, ressalta Bassetti, a proteção contra formas graves e hospitalizações permaneceu adequada graças à vacinação.

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Agora que a temporada respiratória segue para sua cauda, o diretor de doenças infecciosas destaca que as doenças causadas por Covid e influenza estão se tornando “cada vez mais semelhantes”, embora o coronavírus tenha um comportamento distinto: circula durante todo o ano e tende a aumentar no verão, justamente quando a influenza costuma desaparecer. Essa dança sazonal lembra a respiração da cidade, onde diferentes ritmos respiratórios marcam as estações.

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Há ainda um ponto de atenção internacional: nos Estados Unidos, sob a influência política de figuras como Robert Kennedy Jr., que historicamente adotaram posições antivacinas, alguns funcionários federais de saúde passaram a distanciar-se do apoio pleno às campanhas contra influenza e Covid. Para Bassetti, isso alimenta preocupações sobre o risco de futuras epidemias se a cobertura vacinal diminuir.

O caminho sugerido pelo especialista é prático e quase artesanal: atualizar as formulações vacinais pouco antes do início da próxima estação gripal, para garantir que tenhamos à disposição o melhor imunizante possível. É uma estratégia que lembra a colheita no tempo certo — colher vacinas frescas para proteger melhor a comunidade.

Como observador do cotidiano e da saúde que emerge das estações, percebo nessa temporada uma lição sobre a saúde coletiva: o ambiente viral se modifica como uma paisagem que desperta, e nossas defesas precisam acompanhar esse ritmo. A combinação entre vigilância epidemiológica, comunicação clara e atualização vacinal é a nossa melhor colheita para os meses que virão.

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