Case di comunità parcialmente ativas: risco de sanções e lacunas no Pnrr, alerta Ordine dei Medici di Roma
Ordine dei Medici de Roma alerta que muitas Case di comunità estão parcialmente ativas; risco de sanções e devolução de fundos do Pnrr se serviços não operarem.
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Case di comunità parcialmente ativas: risco de sanções e lacunas no Pnrr, alerta Ordine dei Medici di Roma
Por Alessandro Vittorio Romano — A imagem das Case di comunità deveria ser a de um jardim bem cuidado, onde cada planta tem seu lugar e contribui para a saúde do ecossistema. Mas, segundo Antonio Magi, presidente do Ordine dei medici di Roma, muitas dessas estruturas na reforma da saúde prevista pelo Pnrr ainda parecem canteiros apenas começados: ativadas, talvez, mas frequentemente apenas parcialmente operative.
Em entrevista à Espresso Italia Salute, Magi cita os dados da Agenas que confirmam o que as regiões vêm reportando: várias casas aparecem como ativas no papel, porém faltam serviços fundamentais previstos nas normas. 'I dati riflettono quanto comunicato dalle Regioni: molte strutture risultano attivate, ma spesso solo in parte', observa. Essa lacuna não é apenas administrativa — traz um risco concreto: se as verificações europeias, cuja avaliação foi adiada para julho, confirmarem a insuficiência operacional, o país pode ser sujeito a sanções e as regiões teriam que restituir parte dos fundos do Pnrr.
Magi destaca ainda um elemento que soa como o vento que seca uma semente promissora: a carência de personale. 'Si è investito molto in strutture e tecnologie, ma poco sugli operatori', alerta. A tecnologia sem quem a utilize transforma-se num objeto inerte; a saúde, ao contrário, é feita de presença: médicos, enfermeiros e especialistas. Sem essa base humana, até a telemedicina corre o risco de ficar subutilizada.
As Case di comunità poderiam, na visão do presidente do Ordine romano, ser uma resposta prática ao problema das liste d’attesa. Assumir o cuidado dos pacientes crônicos — são milhões — reduziria a pressão sobre os hospitais e ofereceria um ritmo mais compassado à atenção primária. Mas, sem organização e equipes integradas, esse propósito permanece distante.
Para Magi, a solução passa por um modelo verdadeiramente colaborativo: equipes multiprofissionais onde médicos de família, pediatras, especialistas e outras figuras trabalhem com objetivos comuns. 'Non basta mettere insieme un gruppo di professionisti, serve una squadra', diz ele, evocando a necessidade de papéis claros e coordenação — como em uma orquestra onde cada instrumento tem sua parte para que a peça funcione.
O relógio corre para 2026: Magi pede aceleração e novos acordos nacionais que definam organização e metas, com investimento prioritário no personale. Um alerta final convoca à reflexão sobre a atratividade do Servizio sanitario nazionale: muitos profissionais partem para o exterior ou migram ao setor privado. Sem uma inversão dessa tendência, corre-se o risco de não ter mãos suficientes para cuidar dos cidadãos.
Num país cujas estações moldam ritmos e esperanças, tornar a saúde territorial robusta é semear para colheitas futuras de bem-estar. As Case di comunità podem ser esse campo fértil — desde que se plante também o capital humano necessário.