Schillaci: infraestruturas e tecnologias devem se traduzir em resultados concretos para a saúde
Schillaci pede que infraestruturas e tecnologias se transformem em serviços que gerem resultados reais na reforma da assistência territorial no Mezzogiorno.
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Schillaci: infraestruturas e tecnologias devem se traduzir em resultados concretos para a saúde
CATANZARO, 24 de setembro de 2026 — Em uma intervenção por videoconferência no Medsalute 2026, no painel "Economia e Saúde. A desafio da sustentabilidade no Mezzogiorno", o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, afirmou que o verdadeiro teste para os investimentos é a capacidade de transformar meios em benefícios mensuráveis para as pessoas.
“A grande missão é garantir que infraestruturas, tecnologias e recursos se convertam em serviços capazes de produzir resultados tangíveis para a saúde”, disse Schillaci. Em sua fala, o ministro destacou a centralidade da reforma da assistência territorial, estruturada em Casas da Comunidade, Hospitais de Comunidade e Centrais Operacionais Territoriais, como eixo para levar cuidado próximo e efetivo às populações.
Na visão do ministro, o encontro entre o nível nacional e os territórios é essencial para preservar e difundir as boas práticas: “O Ministério da Saúde define a estrutura, os objetivos e os padrões nacionais e disponibiliza instrumentos e recursos. Cabe, porém, às Regiões, às empresas de saúde e aos profissionais traduzir essa estrutura em assistência concreta, adaptando os modelos às necessidades reais”, explicou.
O debate foi promovido pela FIASO (Federação Italiana das Empresas de Saúde e Hospitais) e coordenado por seu presidente, Giovanni Migliore Quintavalle. A mesa reuniu representantes das Regiões, empresas sanitárias, profissionais, a comunidade científica e instituições, num esforço compartilhado para que diferenças regionais não se convertam em desigualdades de acesso e de qualidade do cuidado.
Como observador da paisagem social e dos ritmos do bem-estar, ressalto que há uma respiração entre o nacional e o local: quando a cidade-paisagem recebe recursos bem direcionados, a saúde da comunidade floresce como um pomar bem cuidado. Mas, se as sementes tecnológicas ficarem na prateleira e não chegarem ao chão onde as pessoas vivem, colhemos apenas promessas, não frutos.
Schillaci insistiu na necessidade de monitoramento de resultados e de uma cultura de responsabilização que permita avaliar impactos reais — redução de hospitalizações evitáveis, maior integração entre níveis de cuidado, e resposta rápida às necessidades locais. O objetivo é claro: transformar investimentos em um cotidiano onde o atendimento primário e os serviços de proximidade funcionem como uma teia de cuidado contínuo.
O evento em Catanzaro reforça que a cidade, a região e o país compartilham um tempo biológico da saúde — um ritmo que precisa ser cuidado com prudência e poesia: políticas e tecnologia como instrumentos, mas sempre voltados para as raízes do bem-estar humano. Sem esse cuidado, a infraestrutura permanece um edifício sem alma; com ele, vira uma casa onde a comunidade reencontra saúde e confiança.

