Colite ulcerativa: campanha 'Io Esco' na Câmara revela falhas no suporte psicológico a pacientes

Pesquisa Sunrise na Câmara revela: 97% dos pacientes com colite ulcerativa querem suporte psicológico; 2 em 3 nunca receberam acolhimento emocional.

Colite ulcerativa: campanha 'Io Esco' na Câmara revela falhas no suporte psicológico a pacientes

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Colite ulcerativa: campanha 'Io Esco' na Câmara revela falhas no suporte psicológico a pacientes

Em um cenário onde o corpo e a cidade respiram juntos, a jornada de quem convive com a colite ulcerativa muitas vezes exige mais do que tratamentos médicos: pede acolhimento emocional. A pesquisa nacional Sunrise, apresentada durante o congresso na Câmara dos Deputados no âmbito da campanha 'Io Esco', trouxe números que soam como um chamado para mudar o ritmo dessa convivência.

Segundo o levantamento, 97% das pessoas com uma doença inflamatória intestinal — entre elas a colite ulcerativa — desejam receber suporte psicológico no momento do diagnóstico. Além disso, 60% gostariam de continuar esse acompanhamento durante a internação e após a alta. No entanto, a realidade cotidiana revela um contraste duro: dois em cada três pacientes nunca obtiveram qualquer tipo de suporte emocional.

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Os dados foram divulgados no evento promovido pelo grupo farmacêutico Alfasigma em parceria com a associação Amici Italia, com o patrocínio do grupo de estudo Ig-Ibd. A iniciativa, que já completa dois anos, mantém a ambição de criar uma plataforma de encontro para pacientes, caregivers e profissionais dos centros especializados, um espaço onde experiências se entrelaçam e estratégias de gestão da doença florescem como numa colheita bem cuidada.

O propósito é claro e sensível: transformar o percurso com a colite ulcerativa — muitas vezes percebido como um fardo — em uma experiência capaz de gerar consciência, recursos e suporte, tanto no plano individual quanto no coletivo. É como virar a página do mesmo livro, mas agora com notas de rodapé que oferecem suporte e companheirismo.

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Como observador atento do cotidiano, vejo nessa iniciativa um convite para que a sociedade perceba não só os sintomas visíveis, mas também o tempo interno do corpo e da mente. Oferecer apoio psicológico no diagnóstico e durante o ciclo de tratamento significa cuidar da respiração emocional do paciente, dar espaço para que medos, dúvidas e estratégias de enfrentamento possam ser acolhidos.

A campanha 'Io Esco' busca, assim, abrir janelas de diálogo entre profissionais e famílias, fortalecendo redes de cuidado que muitas vezes faltam no cotidiano médico tradicional. Para quem vive com a doença, o impacto é prático: menos isolamento, mais orientação nas decisões sobre tratamentos, e uma sensação de que não é preciso enfrentar o caminho sozinho.

Se a cidade muda suas estações, por que não cultivar também uma nova estação de cuidados na saúde? O relatório Sunrise lança luz sobre uma lacuna que pode ser preenchida com políticas, investimentos e, sobretudo, com a atenção sensível de quem acompanha a pessoa doente. A colheita de hábitos que promovem bem-estar começa por reconhecer a urgência do acolhimento emocional.

Enquanto a campanha completa dois anos, a esperança é que iniciativas como essa transformem a narrativa da colite ulcerativa, tornando-a menos solitária e mais integrada à vida. Afinal, uma doença se vive no corpo, mas também nas histórias que contamos e nas mãos que nos seguram quando saímos de casa — quando, enfim, io esco.

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