Congresso em Riccione defende tratamentos mais acessíveis e personalizados para 10 milhões com dor crônica
Congresso em Riccione discute inovação e medicina personalizada para tornar tratamentos de dor crônica mais acessíveis a 10 milhões de italianos.
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Congresso em Riccione defende tratamentos mais acessíveis e personalizados para 10 milhões com dor crônica
Por Alessandro Vittorio Romano — Em um cenário onde a cidade costeira respira mar e passos lentos de quem busca bem-estar, o 25º congresso da Acd — área cultural de dor e cuidados paliativos — reuniu, em Riccione, especialistas determinados a transformar a forma como a sociedade lida com a dor crônica. Organizado pela Sociedade Italiana de Anestesia, Analgesia, Rianimazione e Terapia Intensiva (Siaarti), o encontro, realizado de 8 a 10 de abril, contou com mais de 400 profissionais de toda a Itália.
O debate central foi claro como a brisa do Adriático: é preciso integrar inovação, medicina personalizada e trabalho multidisciplinar para reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados e elevar a qualidade de vida dos cerca de 10 milhões de italianos que convivem com dor persistente. As sessões combinaram experiências clínicas, avanços tecnológicos e reflexões sobre empatia e cuidado humano — uma colheita de saberes voltada para práticas mais justas e efetivas.
Ao longo dos três dias, especialistas discutiram estratégias para adaptar tratamentos às necessidades singulares de cada paciente, aproximando a ciência dos ritmos individuais, como se alinhássemos o tempo interno do corpo ao compasso da paisagem ao redor. A ênfase na medicina personalizada foi acompanhada por propostas para fortalecer a coordenação entre anestesistas, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e médicos de família — uma orquestra multidisciplinar onde cada instrumento é essencial para reduzir a sobrecarga do sofrimento.
Também foram abordadas barreiras que ainda limitam o acesso: diferenças regionais de oferta de serviços, lacunas na formação profissional e a necessidade de caminhos clínicos mais claros e integrados. Os participantes defenderam políticas públicas e protocolos que transformem avanços científicos em tratamentos realmente acessíveis, garantindo que a inovação não permaneça apenas na vitrine, mas chegue ao cotidiano de quem necessita.
Neste encontro, a tecnologia não foi tratada como fim, mas como meio: ferramentas digitais, telemedicina e caminhos de monitoramento contínuo foram apresentados como sementes para um atendimento mais próximo, contínuo e personalizado. Ao mesmo tempo, houve um lembrete sensível — o cuidado é também presença, escuta e atenção às raízes emocionais da dor: o inverno da mente precisa de gestos quentes, não apenas de protocolos frios.
Ao sair das conferências em Riccione, fica a sensação de um terreno fértil para novas práticas: integrar conhecimento e humanidade é como plantar uma árvore que dará sombra àqueles que hoje percorrem estradas dolorosas. A missão é ambiciosa, mas necessária: reduzir desigualdades, ampliar acesso e devolver qualidade de vida a milhões, fazendo da medicina um caminho mais humano e sintonizado com os ciclos de quem cuida e de quem é cuidado.