ISS: 700 casos de West Nile, 312 de Dengue e 28 de Chikungunya até 22 de setembro de 2026
Relatório do ISS: 700 casos de West Nile, 312 de Dengue (47 autoctones) e 28 de Chikungunya até 22/09/2026. Focos em Livorno e Lecce; vigilância em curso.
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ISS: 700 casos de West Nile, 312 de Dengue e 28 de Chikungunya até 22 de setembro de 2026
Por Alessandro Vittorio Romano – Em um outono que ainda guarda calor, o relatório semanal do Istituto Superiore di Sanità (ISS) revela a colheita inquietante deixada pelas temporadas de mosquitos: entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026 foram notificados 700 casos confirmados de West Nile Virus (WNV), 312 de Dengue e 28 de Chikungunya no sistema de vigilância nacional.
Do total de 700 casos de West Nile Virus (no relatório anterior eram 657), 368 evoluíram para a forma neuroinvasiva. Entre os casos confirmados foram registrados 54 óbitos, incluindo um em paciente com infecção importada. A letalidade calculada sobre as formas neuroinvasivas autoctonas confirmadas é de 14,6% — uma pequena queda em relação aos 14,9% observados no mesmo período de 2025. No ano passado, até a mesma data, haviam sido reportados 680 casos e 48 óbitos.
Quanto à Dengue, dos 312 casos confirmados 47 são autoctones; os demais estão associados a viagens ao exterior. Não foi registrado nenhum óbito relacionado à dengue neste período. O ISS aponta dois focos locais que merecem atenção: um surto com 26 casos confirmados com exposição em um município da província de Livorno, na Toscana, e outro com 13 casos confirmados, todos sintomáticos, em municípios da província de Lecce, na Puglia. Investigações e medidas de controle seguem em curso para conter ambos os surtos.
Os 28 casos de Chikungunya completam o quadro de arboviroses que acompanharam a estação quente. O balanço reforça a necessidade de manter vigilância entomológica, ações de controle vetorial e campanhas de informação que transformem hábitos cotidianos — como a proteção contra picadas — em verdadeiras raízes do bem‑estar coletivo.
Viver a paisagem italiana também é conviver com seus ritmos: quando o verão se estende, a respiração da cidade e do campo muda, e com ela o tempo interno do corpo pede cuidado. Proteção individual (repelentes, mosquiteiros, roupas adequadas) e medidas de saúde pública são ferramentas para reduzir a exposição e a circulação dos vírus.
O relatório do ISS é um convite à observação sensível: os números são claros, mas é na rua, no quintal e nas praças que se decide a diferença entre um foco controlado e uma onda de casos. A colheita de hábitos saudáveis — eliminar água parada, colaborar com ações municipais e informar sobre sintomas — é a melhor estação para cultivar segurança e saúde.
Continuaremos acompanhando as atualizações do ISS e as medidas locais tomadas em Toscana e Puglia. Enquanto isso, na vida cotidiana, a proteção contra mosquitos permanece essencial para que possamos trocar a ansiedade por cuidado e a vulnerabilidade por presença serena.

