Del Vecchio: 'É um privilégio proteger o direito à vista' com o projeto Campus Visivo em Tor Vergata

Del Vecchio anuncia o Campus Visivo em Roma: exames e óculos gratuitos para estudantes de Tor Vergata, defendendo o direito à vista.

Del Vecchio: 'É um privilégio proteger o direito à vista' com o projeto Campus Visivo em Tor Vergata

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Del Vecchio: 'É um privilégio proteger o direito à vista' com o projeto Campus Visivo em Tor Vergata

Em Roma, num dia que senti como um despertar da paisagem urbana, foi assinado um protocolo que combina responsabilidade social, educação e cuidado com a saúde ocular. Leonardo Maria Del Vecchio, presidente da Fondazione OneSight EssilorLuxottica Itália, destacou o significado do acordo com a Crui — Conferenza dei Rettori delle Università Italiane — para o projeto Campus visivo, destinado a oferecer exames oftalmológicos e óculos de grau gratuitos aos estudantes em condição de fragilidade econômica da Università di Roma Tor Vergata.

“Uma giornata molto emozionante”, disse Del Vecchio ao assinar o protocolo: palavras simples que carregam o peso de uma missão. Traduzi-las para o nosso cotidiano italiano é como traduzir a respiração de uma cidade: há um pulsar que vai além das formalidades. O projeto não é apenas um ato de caridade pontual; é uma decisão de longo prazo de investir nos jovens, na universidade e, por extensão, na qualidade de vida do país.

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Na prática, o Campus visivo prevê a realização de visitas oftalmológicas e a entrega de óculos de grau sem custos para alunos que se encontram em condições financeiras vulneráveis. É um campo fértil onde saúde e educação se entrelaçam: cuidar da visão é cuidar do percurso acadêmico, das leituras noturnas, das aulas laboratoriais e dos pequenos detalhes que formam a colheita de hábitos saudáveis ao longo da vida.

Del Vecchio sublinhou que a missão da fundação é defender o direito à vista e que esse compromisso passa por apostar na juventude e nas instituições universitárias: “Investire sui giovani, sull'ateneo e sull'Italia, per perseguire il risultato che vogliamo raggiungere nel miglior modo e nella maniera più ampia possibile.” Essas palavras soam como uma promessa feita ao tempo interno do corpo coletivo — investir agora para que a visão do amanhã seja mais clara.

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Houve ainda um lembrete sobre o empenho silencioso que sustenta iniciativas dessa natureza: por trás do anúncio público existe “um trabalho enorme” que envolve paixão, tempo e a dedicação de muitos colaboradores. Essa é a raiz do projeto — um terreno cultivado com esforço para que a semente do bem-estar alcance quem mais precisa.

Como observador do cotidiano italiano, vejo no Campus visivo algo que transcende o ato médico: é a reafirmação de que o acesso à saúde ocular pertence ao conjunto de direitos que permitem aos jovens olhar o mundo com clareza e dignidade. A assinatura em Roma é apenas o início visível de um processo que se alastra como a respiração de uma cidade ao amanhecer, prometendo presença contínua e atenção sensível.

Fica a esperança de que essa iniciativa sirva de modelo para outras universidades e organizações: quando a visão coletiva se alinha com a atenção aos detalhes — como um óculos bem ajustado —, a experiência universitária e o futuro profissional dos estudantes ganham nitidez. E, na minha observação sensível, cada gesto de cuidado é também um gesto de amor cívico.

Alessandro Vittorio Romano
Espresso Italia

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