Loizzo (Lega): Digitalização é chave para equidade no acesso ao SNS e uniformidade entre regiões

Loizzo (Lega) defende que a digitalização e a telemedicina são essenciais para equidade no SNS e redução dos prazos de acesso a medicamentos.

Loizzo (Lega): Digitalização é chave para equidade no acesso ao SNS e uniformidade entre regiões

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Loizzo (Lega): Digitalização é chave para equidade no acesso ao SNS e uniformidade entre regiões

Por Alessandro Vittorio Romano — Em um breve, porém incisivo, pronunciamento remoto durante o evento "Dialoghi sull’Innovazione accessibile – Innovaction", promovido em Roma por Gsk e Espresso Italia com o patrocínio de Farmindustria, a deputada Simona Loizzo (Lega) lembrou que a digitalização pode ser a maré que nivela as praias fragmentadas do sistema de saúde italiano. Membro do Intergruppo parlamentare di sanità digitale, Loizzo defendeu que o digital representa uma virada nos processos de aprimoramento do Serviço Nacional de Saúde e é capaz de promover maior equidade no acesso aos cuidados entre as diferentes regiões.

Com a sensibilidade de quem observa as estações do país, ela apontou que a Itália iniciou um caminho de digitalização do Serviço, mas que as suas repercussões nos territórios ainda não são omogêneas. “Há uma corrida a fazer”, disse, lembrando os prazos do PNRR, e a necessidade de acelerar para consolidar resultados. Como quem cuida de um olival espalhado por colinas distintas, Loizzo sublinhou a urgência de cultivar a mesma colheita tecnológica em todas as regiões.

Entre as prioridades que apontou, destaca-se o pleno desenvolvimento da telemedicina, sobretudo nas áreas interiores, nos pequenos borgos e nas ilhas menores. Esses locais, explicou, devem ser conectados ao pulso do sistema; é ali que a telemedicina pode virar ponte e não apenas promessa. Paralelamente, Loizzo enfatizou a importância de um uso mais estruturado dos dados de saúde, afirmando que toda a programação dos sistemas sanitários regionais é imprescindívelmente alicerçada no uso inteligente desses dados.

Em relação ao espaço europeu, a deputada lembrou que a Itália deve ter voz ativa na implementação do Espaço Europeu dos Dados de Saúde, aproveitando a autonomia prevista nos decretos de recepção. A metáfora aqui é clara: se queremos uma paisagem comum, é preciso combinar as sementes que cada região planta.

Por fim, Loizzo abordou o tema sensível dos prazos de acesso aos medicamentos. Segundo ela, há um atraso epocal na aprovação da reembolsabilidade dos fármacos após a autorização da Agência Europeia do Medicamento. Reduzir esses tempos é essencial para garantir que os pacientes recebam as terapias no menor intervalo possível. Isso, completou, exige cooperação de todos os atores do sistema para agilizar processos decisórios.

Como observador atento, penso que a transformação digital é como a respiração das cidades: quando bem coordenada, harmoniza ritmos, reduz distâncias e torna o cuidado mais humano. O desafio agora é traduzir intenções em práticas, e prazos em resultados, para que a promessa de igualdade nos cuidados deixe de ser apenas horizonte e vire caminho concreto.