Epatites na Europa e na Itália: ECDC aponta 5 milhões com doença crônica; ISS reforça prevenção
ISS e ECDC alertam: 5 milhões na Europa com hepatite crônica; na Itália B e C caem, A e E sobem. Teste, vacinação e prevenção são urgentes.
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Epatites na Europa e na Itália: ECDC aponta 5 milhões com doença crônica; ISS reforça prevenção
Por Alessandro Vittorio Romano — Em um cenário em que a cidade respira ritmos distintos conforme as estações, o ISS e o ECDC lembram que as epatites seguem sendo uma questão de saúde pública que pede atenção contínua. Segundo dados recentes do centro europeu, cerca de 5 milhões de pessoas na Europa convivem com uma forma crônica da doença, um lembrete de que não podemos baixar a guarda.
Na Itália, a paisagem epidemiológica mudou como as luzes de uma cidade no outono: houve progresso, mas também sinais de alerta. O ISS recorda que, há cerca de dez anos, a mortalidade por epatites era quase três vezes maior do que hoje — fruto do avanço dos testes e das terapias antivirais. Ainda assim, a instituição sublinha que a proteção é fruto de uma colheita constante de hábitos e políticas, e não de um único esforço pontual.
O boletim de vigilância Seieva, atualizado em junho e publicado originalmente em março de 2025, mostra tendências que merecem atenção: no país, os casos de epatite B e epatite C estão em queda, enquanto crescem as notificações de epatite A e, com destaque, de epatite E. Episódios como o surto que afetou sobretudo a Campânia nos primeiros meses de 2026 lembram que as infecções transmitidas por vias fecal-oral reaparecem quando as condições sanitárias e comportamentais oscilam.
A mensagem do ISS é clara e acolhedora: dispomos hoje de testes simples e de terapias altamente eficazes — por isso, é fundamental aderir à triagem, realizar o teste pelo menos uma vez na vida e aproveitar cada contato com a saúde para buscar um diagnóstico precoce. Tratar e prevenir epatites é também uma estratégia de combate ao câncer: a vacinação contra o vírus B, a detecção precoce e a cura da epatite C reduzem o risco de cirrose e de tumores hepáticos.
O World Hepatitis Day, celebrado em 28 de julho, é uma oportunidade para ecoar o apelo da OMS: terminar com as epatites como problema de saúde pública. As estimativas da organização são explícitas: cerca de 287 milhões de pessoas no mundo vivem com epatite crônica B ou C; quase 2 milhões de novos casos ocorrem a cada ano e mais de 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas, como a cirrose e o câncer do fígado — o maior número de mortes entre todas as doenças infecciosas.
A magnitude do panorama global encontra resposta local: o Ministério da Saúde, em parceria com o ISS, as regiões, sociedades científicas e associações de pacientes, elaborou um Plano Nacional de Ação para pôr fim às epatites virais, ao HIV e às IST. O plano, em fase de aprovação pela Conferência Stato-Regioni, inclui estratégias para fortalecer a prevenção, ampliar a triagem, facilitar o acesso às terapias e, assim, reduzir novas infecções e mortalidade evitável.
Viver a Itália como uma experiência que nutre o corpo e a mente significa também cuidar do nosso "tempo interno" — o ritmo do fígado, que filtra, transforma e guarda memórias bioquímicas. A luta contra as epatites pede atitude coletiva: vacinar, testar, tratar e manter práticas de higiene e segurança alimentar. Em cada consulta, em cada campanha de vacinação, semeamos prevenção e colhemos qualidade de vida.
O convite do dia mundial é, portanto, simples e humano: não espere sinais dramáticos para agir. Procure informação, faça o teste, proteja-se com a vacinação quando indicada e abrace as terapias disponíveis. Assim, transformamos a respiração da cidade e do corpo, e diminuímos o peso evitável das doenças no futuro.