Gasto farmacêutico cresce: Nisticò (Aifa) defende 'prescrittomica' e maior controle das prescrições
Nisticò (Aifa) alerta para crescimento do gasto farmacêutico e defende 'prescrittomica' e controle das prescrições para melhorar a adequação terapêutica.
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Gasto farmacêutico cresce: Nisticò (Aifa) defende 'prescrittomica' e maior controle das prescrições
Palermo – Em um cenário em que a despesa com medicamentos não para de subir, Robert Giovanni Nisticò, presidente da Aifa, sublinhou a necessidade de afinar as ferramentas de prescrição para proteger o paciente e o sistema de saúde. As declarações foram feitas à margem do congreso "Roadmap dell'appropriatezza: la medicina di precisione tra innovazione e pratica regionale", realizado no Palazzo dei Normanni, em Palermo.
"Nós sabemos como a spesa farmaceutica cresce, portanto é preciso trabalhar em instrumentos que possam refinar também o controle das prescrições aos nossos pacientes", afirmou Nisticò. Segundo ele, a Itália é um país longevo que utiliza muitos medicamentos; por isso, embora a prevenção deva ser reforçada, torna-se igualmente urgente aumentar o controle e a atenção à appropriatezza prescrittiva.
No evento, o presidente da agência do medicamento destacou a introdução e a expansão do conceito de prescrittomica: "Interagir com um conjunto de ferramentas como a inteligência artificial assistida, algoritmos e dados, para colocar cada paciente no centro em sua complexidade e singularidade". Ele ressaltou a integração de dados ômicos — como genômica e proteômica — ao lado dos estilos de vida e características individuais, como rota para uma medicina verdadeiramente personalizada.
Como observador atento do cotidiano italiano, vejo nessa proposta uma sintonia com o que chamo de "o tempo interno do corpo": assim como a paisagem muda com as estações, os cuidados de saúde precisam respirar com as necessidades de cada pessoa. A prescrittomica surge como uma colheita de ferramentas digitais e científicas que prometem refinar a arte da prescrição e reduzir desperdícios, mantendo o foco no bem-estar do paciente.
Ao mesmo tempo, Nisticò lembrou que a inovação não substitui a atenção às raízes do bem-estar — prevenção, educação em saúde e práticas clínicas adequadas continuam essenciais. A meta é uma combinação: tecnologias que orientem decisões, aliados a políticas que incentivem a adequação prescricional e a sustentabilidade do sistema.
O apelo da agência do medicamento é claro: acompanhar o envelhecimento da população com ferramentas que respeitem a singularidade de cada indivíduo, evitando a prescrição excessiva e garantindo que cada terapia seja a melhor resposta possível. Em termos práticos, trata-se de usar dados e algoritmos não como fins em si mesmos, mas como instrumentos para que médicos e pacientes, juntos, colham escolhas mais cuidadosas e eficazes.
Na respiração mais calma das cidades italianas, entre rotinas e mercados, essa conversa sobre gasto farmacêutico e prescrições é um lembrete de que a saúde pública é também uma paisagem a ser cultivada: com técnica, sensibilidade e respeito pelo ritmo humano.