Occhiuto: coragem e reformas são essenciais para aprimorar os serviços de saúde na Calábria

Occhiuto pede coragem e reformas na saúde da Calábria: foco em Casas da Comunidade, psicologia escolar e mudanças em salários e bolsas.

Occhiuto: coragem e reformas são essenciais para aprimorar os serviços de saúde na Calábria

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Occhiuto: coragem e reformas são essenciais para aprimorar os serviços de saúde na Calábria

Por Alessandro Vittorio Romano — Em Catanzaro, durante a abertura do Medsalute 2026 - Economia e Salute, o presidente da Região da Calábria, Roberto Occhiuto, retomou uma mensagem que ecoa como um chamado à ação: é preciso mais coragem e reformas estruturais para que os serviços de saúde deixem de responder apenas a apelos imediatos e passem a cuidar com continuidade e proximidade.

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O encontro de dois dias, promovido por Motore Sanità, Regione Calabria e Fiaso (Federação Italiana das Empresas de Saúde e Hospitais), reuniu governança regional e especialistas para debater a sustentabilidade da saúde no Mezzogiorno. Na abertura, Occhiuto afirmou que “eu teria desejado maior coragem nas Casas e nos Hospitais de comunidade. Na Calábria firmamos um acordo com os médicos de medicina geral, que demonstraram grande responsabilidade. Mas, muitas vezes, todas as forças políticas têm receio de desagradar corporações; assim, no fim das contas, quem sofre são os cidadãos, e na saúde paga-se um preço altíssimo.”

Como quem observa a paisagem antes da colheita, é possível perceber onde o motor do sistema precisa de manutenção. A região já implementou iniciativas que tocam o dia a dia das pessoas — entre elas, a introdução do psicólogo escolar e do psicólogo de base, além do desenvolvimento das Casas da Comunidade — espaços pensados para aproximar cuidados à rotina das famílias. Ainda assim, para Occhiuto, “não basta colocar mais gasolina num motor que não funciona bem. É preciso ter a coragem de reformar aquilo que não dá certo”.

O governador sublinhou a urgência de atuar também nas retribuições e nas bolsas de especialização, medidas que tornariam mais atraentes disciplinas hoje pouco escolhidas pelos jovens médicos. Sem tais incentivos, a distribuição de profissionais segue desigual, como raízes que não se aprofundam onde o solo precisa de cuidado.

Há uma metáfora que me agrada: cuidar da saúde pública é cuidar de um pomar coletivo — é preciso podar o que impede o crescimento, fortalecer o solo e semear com paciência. As propostas debatidas em Medsalute 2026 caminham nessa direção: procuram alinhar sustentabilidade econômica e qualidade assistencial, com um olhar especial para as regiões do Sul, onde os desequilíbrios são mais marcantes.

Occhiuto traçou um panorama honesto, livre de promessas fáceis. A sua mensagem, repetida entre as cadeiras do auditório e os corredores do evento, foi um convite a políticos e gestores: abandonar o medo de enfrentar interesses consolidados e escolher reformas que devolvam centralidade ao cidadão. Só assim será possível transformar a respiração das cidades e das comunidades em bem-estar tangível.

Em suma, a Calábria aposta numa combinação de proximidade — com as Casas da Comunidade e o apoio psicológico nas escolas e na atenção básica — e de coragem política, necessária para reavaliar salários e formas de formação. É uma colheita que pede trabalho paciente, mas que pode, se bem conduzida, trazer frutos duradouros para o sistema de saúde.

Alessandro Vittorio Romano - Espresso Italia

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