Gesualdo (FISM): Sociedades científicas são chave para renovar o SSN com inovação e digital

Gesualdo (FISM) defende papel central das sociedades científicas para modernizar o SSN com inovação, digital e IA, promovendo modelos de cuidado mais sustentáveis.

Gesualdo (FISM): Sociedades científicas são chave para renovar o SSN com inovação e digital

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Gesualdo (FISM): Sociedades científicas são chave para renovar o SSN com inovação e digital

Por Alessandro Vittorio Romano — Em Roma, durante o encontro Dialoghi sull’Innovazione accessibile – Innovaction, promovido por GSK e Espresso Italia com o patrocínio de Farmindustria, Loreto Gesualdo, presidente da Federação das sociedades médico-científicas italianas (Fism), trouxe uma mensagem clara e urgente: as sociedades científicas devem unir forças para apoiar a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde (SSN) frente ao vento da inovação.

«Os papéis que as sociedades científicas podem desempenhar em termos de inovação acessível são muitos. Antes de tudo, elas precisam aprender a fazer equipe entre si. Hoje, se queremos tornar sustentável o nosso sistema de saúde, cada um deve jogar a sua parte e a inovação não pode mais ser detida», afirmou Gesualdo em seu discurso, lembrando que a colaboração é como a respiração de uma cidade que precisa coordenar ritmo e tempo para seguir viva.

Segundo o presidente da Fism, as entidades científicas podem orientar as instituições rumo à sustentabilidade essencial ao desenvolver novos modelos de cuidado para pacientes com doenças raras, oncológicas e crônico-degenerativas — grupos que já consomem entre 70% e 80% do orçamento em saúde. "As formas de cuidado não podem ser as mesmas", disse ele, evocando a imagem de um país que envelhece e, com isso, cultiva outros ritmos e necessidades: é preciso colher novos hábitos de atenção à saúde.

Gesualdo ressaltou que o envelhecimento populacional aumenta a prevalência de doenças crônicas: "Sabemos que um paciente de 70 anos com múltiplas comorbidades frequentemente demora mais de seis meses para chegar a uma prescrição definitiva". Essa demora é um sinal claro de que o atual mapa de cuidados precisa ser redesenhado, movendo o eixo do hospital para o território — do centro para a comunidade — como se transferíssemos a seiva de uma raiz para novos ramos.

Uma aliada poderosa nesse percurso é a inteligência artificial. Para Gesualdo, as sociedades científicas devem aproveitar a IA para projetar cuidados que permitam essa transição, apoiados por plataformas digitais que potencializem a jornada do paciente. O objetivo, ambicioso e compartilhado por muitos sistemas de saúde no mundo, é alcançar a tão desejada prescrição única, uma espécie de horizonte onde o cuidado é contínuo, coordenado e simples para o cidadão.

Ao final, o apelo de Gesualdo ecoou como um chamado à colheita de um campo que precisa ser cultivado com cooperação, tecnologia e sensibilidade: as sociedades científicas, com sua expertise e capacidade de diálogo, são peças fundamentais para que o SSN floresça de forma sustentável na era digital.