Natalidade em queda: Greco (S.I.d.R.) pede prevenção da infertilidade e promoção de estilos de vida

Queda de nascimentos na Itália: Greco (S.I.d.R.) pede prevenção da infertilidade e promoção de estilos de vida saudáveis.

Natalidade em queda: Greco (S.I.d.R.) pede prevenção da infertilidade e promoção de estilos de vida

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Natalidade em queda: Greco (S.I.d.R.) pede prevenção da infertilidade e promoção de estilos de vida

30 de julho de 2026 — por Alessandro Vittorio Romano

O novo mínimo histórico das nascimentos na Itália — 355 mil bebês em 2025 e uma taxa de fertilidade reduzida a 1,14 filhos por mulher — desenha uma paisagem demográfica que merece atenção tão urgente quanto cuidadosa. É com esse olhar que o professor Ermanno Greco, presidente da Sociedade Italiana della Riproduzione (S.I.d.R.), nos convida a pensar a questão não apenas em números, mas como um desafio que toca a respiração da cidade, o tempo interno do corpo e a colheita dos hábitos que sustentam a vida.

Segundo Greco, além dos fatores econômicos e sociais, que pesam sobre a decisão de ter filhos, contribuem de modo significativo para o declínio demográfico o aumento da infertilidade masculina e feminina e o constante adiamento da idade do primeiro filho. Essa postergação reduz, de forma marcante, a probabilidade de concepção natural e também limita o êxito das técnicas de reprodução assistida.

Hoje, a PMA (procreazione medicalmente assistita) é um pilar para muitas famílias, fruto de avanços científicos que elevaram as taxas de sucesso. Mesmo assim, observa Ermanno Greco, a idade materna avançada continua a afetar negativamente as chances de gravidez e de nascimento, mesmo quando se dispõe de embriões geneticamente normais — sinal claro de que fatores biológicos e metabólicos entram em cena, como raízes invisíveis que moldam a fertilidade.

Daí a recomendação contínua do especialista: é imprescindível investir na prevenção da infertilidade e em políticas de promoção de corretos estilos de vida. Alimentação equilibrada, cuidado com o metabolismo e a saúde desde a juventude são medidas que, como pequenos gestos sazonais, podem restaurar a fertilidade e aumentar as chances de maternidade e paternidade quando desejadas.

Para enfrentar o problema de forma eficaz, Greco propõe uma estratégia nacional que una Governo, Regiões e instituições. O objetivo: tornar as técnicas de PMA mais acessíveis e homogêneas no território, implementando percursos assistenciais eficientes e suporte operacional adequado às casais que planejam ter filhos. Remover barreiras econômicas e sociais, e ao mesmo tempo oferecer ferramentas sanitárias eficazes, é apostar no futuro de uma nação cujo pulso demográfico está frágil.

Ao pensar essas políticas, gosto de imaginar o cuidado com a fertilidade como o cultivo de um pomar: é preciso preparar o solo cedo, proteger as raízes e acompanhar a estação de cada planta. Assim, ao mesmo tempo em que se reduzem os obstáculos práticos, cultivamos um ambiente mais propício ao nascimento de novas vidas — um bem coletivo que reflete saúde, equilíbrio e esperança.

Em síntese, a mensagem de Ermanno Greco é clara e humana: combater o declínio demográfico exige tanto ações concretas na saúde reprodutiva quanto um compromisso cultural com estilos de vida que preservem a fertilidade desde a juventude.