Monti (Lombardia): integrar economia e saúde para acelerar o acesso à inovação

Monti (Lombardia) pede integrar economia e saúde para acelerar o acesso à inovação e atrair investimentos via reshoring e coordenação entre governo e Regiões.

Monti (Lombardia): integrar economia e saúde para acelerar o acesso à inovação

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Monti (Lombardia): integrar economia e saúde para acelerar o acesso à inovação

Por Alessandro Vittorio Romano — Em um diálogo que soa como a respiração organizada de um ecossistema, Emanuele Monti, presidente da comissão de Welfare da Região da Lombardia e conselheiro da AIFA (Agenzia Italiana del Farmaco), traçou ontem em Roma uma visão que conjuga a força industrial com o cuidado da vida: é preciso integrar economia e saúde para garantir um acesso rápido e precoce à inovação.

Falando no evento "Dialoghi sull’Innovazione accessibile – Innovaction", promovido por GSK e Espresso Italia, Monti lembrou que o setor farmacêutico e de saúde é um dos motores da economia italiana, com números que impressionam e potencial para atrair investimentos internacionais por meio de políticas de reshoring. "Tutelare le imprese anche sotto il profilo industriale per incentivare la ricerca", afirmou, na intenção de proteger as empresas não apenas sob o ponto de vista sanitário, mas também sob a lente industrial.

Essa conversa entre setores, disse Monti, deve ocorrer dentro de uma gobernança onde a cabina di regia nacional — governo, agências e ministério — exerça um papel claro, porém sempre em diálogo aberto com as Regiões. É como orientar a maré sem desconhecer as enseadas: decisões centrais bem coordenadas, mas que respeitem as peculiaridades locais.

Reconhecendo as dificuldades existentes — como as listas de espera frequentemente citadas como único parâmetro de avaliação — o conselheiro destacou que, apesar dos desafios, "a Itália continua um grande Paese su molti fronti". Essa confiança pede uma atitude prática: investir mais em saúde, tanto em acesso emergente a novas terapias quanto na prevenção, que é a colheita antecipada de bem-estar.

Monti fez ainda um apelo para que o tema da saúde ganhe uma nova centralidade nos esquemas orçamentários europeus. Rezar o orçamento com uma visão que permita maior programmazione e investimentos em acesso precoce e prevenção é, nas suas palavras, uma necessidade estratégica para que os Estados possam planejar melhor e aplicar recursos de forma efetiva.

Ao final, ficou clara uma imagem: a saúde e a economia não são rios paralelos, mas um mesmo leito que precisa ser cuidado para que as águas do progresso fluam sem secas. Proteger as empresas, incentivar a pesquisa e promover políticas que aproximem inovação e cidadania é semear raízes sólidas para o bem-estar coletivo.