Ordem dos Médicos sob suspeita: CNOM dissolve ramo de Paris após relatório do IGF e denúncias sobre vacinas Covid
CNOM dissolve Ordem dos Médicos de Paris após relatório do IGF e denúncias sobre vacinas Covid e omissão institucional.
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Ordem dos Médicos sob suspeita: CNOM dissolve ramo de Paris após relatório do IGF e denúncias sobre vacinas Covid
Paris — Em um desfecho que lembra a queda de folhas num outono súbito, o Consiglio Nazionale dell'Ordine dei Medici (CNOM) votou com quase 90% de apoio pelo esvaziamento do Ordine dei Medici di Parigi. A decisão, anunciada após um muro de escândalos, surge como a varredura necessária da respiração da cidade contra práticas que muitos descrevem como inaceitáveis.
O pano de fundo dessa crise foi desenhado, segundo relatórios, por um documento do Ispettorato Generale delle Finanze (IGF) com mais de 1.500 páginas. Nele, aparecem casos que não soam como meras suspeitas, mas como fatos graves: médicos flagrados com material pedopornográfico, predadores sexuais que continuam a exercer apesar de condenações, e reembolsos extravagantes – de reembolsos de táxi que chegam a 150.000 euros a notas fiscais apresentadas por ostras e champanhe.
Essas imagens administrativas e morais, pintadas em cores fortes pelo relatório, colocaram o Ordine dei Medici em posição de silêncio prolongado. Para muitos profissionais honrados, essa omissão foi a gota que transbordou o cálice: pagar quotas enquanto a própria associação protegia condutas criminosas soava como uma colheita de hábitos podres enraizados na instituição.
O escândalo francês reacende uma pergunta que pulsa também na Itália: qual o estado do nosso sistema corporativo dos médicos? Há indícios de que o quadro possa ser tão grave quanto o observado em Paris, se não pior. Em 2021, duas associações civis, Istanza Diritti Umani e Diritti Umani e Salute, já solicitaram esclarecimentos à AIFA e à EMA sobre os efeitos adversos das vacinas contra a Covid, denunciando que dados foram mantidos como se fossem “segredo militar”. A ação culminou em um pedido de fiscalização no Senado, com apoio de diversos parlamentares.
O tema das vacinas voltou a incendiar o debate público quando surgiram acusações de autorizações condicionadas, dados reservados e questões éticas relacionadas às grandes farmacêuticas — as temidas Big Pharma. Em meio a esse nó, o papel dos conselhos profissionais ganha contornos de vigilância essencial: proteger a saúde coletiva exige, antes, proteger a verdade e a integridade dos que a praticam.
Não são apenas práticas financeiras e administrativas que saltam aos olhos. Há relatos de intimidações e ameaças a quem questionou procedimentos ou apresentou denúncias. Casos judiciais, como o processo aberto em Sondrio envolvendo figuras proeminentes, lembram que a tensão não é só institucional, mas pessoal e social — como se as raízes de um bosque doente afetassem toda a paisagem.
Enquanto isso, muitos médicos de boa fé resistem. São eles que pedem limpeza, transparência e responsabilização. São eles que desejam que a Ordem dos Médicos volte a ser um instrumento de proteção do paciente e do tecido social, não um abrigo para abusos. A dissolução do ramo parisiense é um sinal claro: quando a autoridade falha, a paisagem institucional precisa ser renovada.
Na Itália, a colheita é aguardada com atenção. Se há algo que a experiência nos ensina, é que cada estação traz oportunidades de renovação. Que as investigações sigam seu curso com clareza, que as vítimas encontrem justiça e que a profissão médica, como uma árvore que precisa tanto do solo limpo quanto da folhagem, recupere sua respiração ética.
Alessandro Vittorio Romano — Voz de saúde, clima e estilo de vida da Espresso Italia