Radiologia de emergência: escola essencial para jovens médicos, afirma presidente da SIRM
Nicoletta Gandolfo (SIRM) diz que a radiologia de urgência é escola essencial para jovens médicos; curso para radiologistas under 40 foi em Catania.
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Radiologia de emergência: escola essencial para jovens médicos, afirma presidente da SIRM
Para quem inicia a jornada na imagem médica, a radiologia de urgência funciona como uma verdadeira academia: não basta a precisão técnica, é preciso aprender a decidir com rapidez, lidar com a tensão do momento e oferecer respostas imediatas que impactam diretamente o cuidado ao paciente. Essa é a reflexão de Nicoletta Gandolfo, presidente nacional da SIRM (Sociedade Italiana de Radiologia Médica) e diretora do Departamento de Imagem da Azienda Metropolitana Ospedaliera di Genova, durante o primeiro curso formativo destinado a radiologistas under 40, realizado em Catania.
Gandolfo ressalta que, independentemente das preferências profissionais ou das áreas de interesse, a competência em radiologia de urgência deve fazer parte do repertório de todo radiologista. Em situações críticas, mais do que encontrar a imagem perfeita, conta a capacidade de transformar aquela leitura em decisão clínica imediata — quase como traduzir a respiração acelerada do corpo em direções claras para a equipe que cuida do paciente.
Além da tomada de decisão célere, a experiência no pronto-socorro molda habilidades humanas e coletivas: a urgência é o terreno onde o trabalho em equipe se revela essencial. ‘‘É nas situações-limite que a colaboração entre colegas, técnicos e médicos de outras especialidades se configura como pilar do cuidado’’, observa Gandolfo. Essa lição prática constrói, ao mesmo tempo, segurança técnica e confiança relacional — raízes do bem-estar tanto do paciente quanto do profissional.
O curso em Catania, voltado a jovens profissionais, nasceu com esse espírito: oferecer um cenário formativo que combine casos reais, decisões rápidas e a convivência com a pressão inerente aos serviços de emergência. Para quem está em início de carreira, trata-se de uma colheita de hábitos que permanecerá como referência ao longo da trajetória clínica.
Como guia atento do cotidiano médico, percebo nessa abordagem um paralelo com os ritmos sazonais: assim como a paisagem se prepara para mudanças, o jovem médico aprende a sintonizar seu tempo interno com a cadência acelerada do pronto-atendimento, encontrando equilíbrio entre instinto e protocolo. Essa sensibilidade prática, alimentada por cursos direcionados, amplia a qualidade do cuidado e fortalece a profissão como um todo.
Ao destacar a importância da formação em radiologia de urgência, a presidente da SIRM sublinha uma verdade simples e profunda: competência técnica e capacidade humana caminham juntas. Investir na formação de jovens médicos é investir na respiração da comunidade de saúde — no pulso que mantém o sistema atento, coeso e capaz de responder quando cada segundo conta.