Siaarti pede fim dos ataques a hospitais no Líbano e proteção imediata ao pessoal de saúde
Siaarti pede fim dos ataques a hospitais no Líbano e exige proteção imediata ao pessoal de saúde e acesso de civis aos cuidados.
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Siaarti pede fim dos ataques a hospitais no Líbano e proteção imediata ao pessoal de saúde
Os anestesistas-rianimadores italianos da Siaarti lançaram um apelo veemente para o fim dos ataques contra os hospitais no Líbano e para a proteção de quem cuida da vida em zonas de conflito. Em comunicado, a sociedade científica italiana afirmou sua solidariedade à declaração da Associação Médica Mundial e reiterou a profunda preocupação com a escalada da violência contra o pessoal de saúde, os pacientes e as estruturas sanitárias.
Segundo documento das Nações Unidas datado de 9 de abril, a situação em Beirute é dramática: hospitais foram severamente afetados e há relato de dezenas de profissionais de saúde mortos ou feridos. Um segundo relatório da ONU, de 10 de abril, relata a declaração do exército israelense sobre a intenção de atingir ambulâncias, sob a justificativa de que poderiam ser utilizadas pelo Hezbollah. Meios de comunicação internacionais têm documentado o que parece ser um padrão deliberado de ataques contra estruturas de saúde e seus trabalhadores.
Para a Siaarti, esse quadro constitui “uma violação gravíssima e inaceitável do direito internacional humanitário e, antes mesmo disso, das normas mais elementares de civilidade e humanidade”. A sociedade médica ressalta o choque diante do fato de que ações com efeitos tão devastadores estejam sendo realizadas por um Estado cujo sistema de saúde é historicamente avançado na gestão de emergências — circunstância que torna ainda mais incompreensível e inaceitável a negligência quanto às consequências para a população civil.
A Siaarti endossa integralmente a posição da OMS: as estruturas de saúde, os profissionais e os pacientes são intocáveis e devem ser protegidos ativamente. Nunca devem ser alvo de ataques nem usados para fins militares. Os princípios de precaução, distinção e proporcionalidade previstos pelo direito internacional humanitário são absolutos e devem ser respeitados em todas as circunstâncias.
No tom de quem observa a respiração da cidade e percebe quando ela é interrompida, recordo que hospitais são raízes do bem-estar coletivo: quando são atingidos, toda a paisagem social empalidece. A Siaarti afirma com firmeza que em nenhum contexto a destruição deliberada de serviços de saúde ou a privaçã o de cuidados médicos para civis pode ser justificada.
Assim, a sociedade se une ao apelo da Associação Médica Mundial e exige de todas as partes envolvidas no conflito no Líbano — e no mais amplo contexto do Médio Oriente — três compromissos inadiáveis: 1) respeitar plena e irrestritamente as obrigações do direito internacional humanitário; 2) garantir proteção integral ao pessoal de saúde, aos pacientes e às infraestruturas médicas; 3) assegurar a todos os civis acesso seguro, livre e incondicional aos cuidados de saúde.
Como observador sensível do cotidiano, vejo nesse apelo não apenas um conjunto de normas técnicas, mas um chamado à preservação daquilo que nos mantém humanos: a capacidade de cuidar e ser cuidado. Proteger os hospitais no Líbano é proteger a respiração de uma população que tenta sobreviver em meio à tempestade.
Assinado,
Alessandro Vittorio Romano — Espresso Italia