Congresso Siaarti em Riccione debate tratamento da dor: 10 milhões de italianos vivem com dor crônica

Congresso Siaarti em Riccione reúne 400+ anestesistas para discutir tratamento da dor e palliativa; 10 milhões de italianos vivem com dor crônica.

Congresso Siaarti em Riccione debate tratamento da dor: 10 milhões de italianos vivem com dor crônica

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Congresso Siaarti em Riccione debate tratamento da dor: 10 milhões de italianos vivem com dor crônica

Abriu-se hoje à tarde no Palariccione, em Riccione, a 25ª edição do congresso ACD - Área cultural dor e cure palliative, organizado pela Siaarti (Sociedade Italiana de Anestesia, Analgesia, Rianimazione e Terapia Intensiva). São mais de 400 anestesistas reunidos de toda a Itália para três dias de trabalho, até 10 de abril, num encontro que mistura ciência, prática clínica e um olhar atento aos ritmos humanos.

O congresso traz um cardápio variado: sessões plenárias, mesas-redondas, um ring para debates mais incisivos, workshops práticos com vagas limitadas e espaços especificamente pensados para os jovens especialistas. No centro das discussões, uma pergunta direta e urgente: como tratamos a dor em 2026? Em nosso país, cerca de 10 milhões de italianos convivem diariamente com a dor crônica, uma condição que a medicina enfrenta com ferramentas cada vez mais afiadas, mas que ainda esbarra em desigualdades de acesso dentro do sistema de saúde.

Na abertura, uma mensagem do ministro da Saúde, Orazio Schillaci: ele lembrou que a terapia da dor e as cure palliative se confrontam hoje com as evoluções extraordinárias da medicina e com as novas fronteiras da inteligência artificial, capazes de oferecer ferramentas preditivas, terapias farmacológicas inovadoras e modelos de cuidado cada vez mais personalizados. Schillaci sublinhou, com sensibilidade prática, que essas inovações são aliados preciosos, mas não substituem a experiência clínica, o repertório de competências e, sobretudo, a capacidade de relação e empatia do profissional de saúde. A ambição, disse ele, é construir um Sistema Sanitário Nazionale que se saiba renovar e que proteja a dignidade e a qualidade de vida em todas as fases da doença.

Elena Bignami, presidente da Siaarti e co-responsável científica do congresso, reforçou o propósito do encontro: «O programa que montamos reflete a nossa ambição: trazer para a sala as evidências mais recentes, as tecnologias promissoras e os casos clínicos mais estimulantes, sempre com um olhar para a prática diária e para a troca entre disciplinas». Silvia Natoli, responsável pela Área cultural dor e cure palliative e também co-responsável científica, lembrou que as 25 edições são mais do que um aniversário: são a prova de uma comunidade científica capaz de crescer, renovar-se e responder com rigor a uma disciplina em constante evolução.

Em linguagem que mistura o olhar técnico com a observação sensível da vida cotidiana — como quem percebe a respiração lenta de uma cidade ao amanhecer — o congresso propõe não apenas atualizações científicas, mas um convite a cuidar da pessoa inteira. Entre os temas, estarão a integração de tecnologias emergentes com a prática clínica, caminhos para reduzir as desigualdades no acesso ao tratamento da dor crônica e estratégias para fortalecer a formação e o suporte aos profissionais em contato direto com o sofrimento.

Para quem vive a Itália como uma paisagem que respira e transforma, este encontro é também uma oportunidade de semear práticas que elevem a qualidade de vida, restaurando a dignidade onde o corpo revela suas feridas. A expectativa é que, ao final desses três dias em Riccione, saiam indicações concretas para que a «colheita de hábitos» no cuidado à dor seja mais justa, humana e eficaz.