Snami: reforma da medicina geral não deve ser feita por decretos, pede diálogo com sindicatos
Snami pede que a reforma da medicina geral não seja feita por decretos e defende diálogo com sindicatos por soluções sustentáveis e atraentes.
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Snami: reforma da medicina geral não deve ser feita por decretos, pede diálogo com sindicatos
Roma — O Sindicato Nacional Autônomo dos Médicos Italianos (Snami) lançou um apelo claro: a reforma da medicina geral não pode ser imposta por meio de decretos legislativos. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a entidade afirma estar disponível ao confronto, mas condiciona o avanço da proposta a soluções que sejam concretas, sustentáveis e capazes de tornar a carreira atraente para as novas gerações.
O debate gira em torno do decreto sobre a medicina territorial que prevê, entre outras medidas, a inserção dos médicos de família nas Case di comunità e a possibilidade — em caráter voluntário — de um passaggio ao regime de dipendenza com o Servizio sanitario nazionale. Para o Snami, no entanto, essas transformações não devem emergir de um ato unilateral do Executivo, mas sim da concertação com os sindicatos do setor.
“O confronto aberto sobre o futuro da medicina geral pode representar uma oportunidade importante para reforçar a assistência territorial”, declara Angelo Testa, presidente nacional do sindicato. Testa acrescenta que, para que essa oportunidade se traduza em mudança real, são necessárias escolhas realistas e partilhadas, que tenham um olhar atento às aspirações e às necessidades das gerações mais jovens de médicos.
Para Pasquale Orlando, secretário nacional do Snami, a transformação do vínculo de trabalho para um regime de dependência não parece, nesta fase, uma solução prontamente exequível. “O sistema exige gradualidade, sustentabilidade econômica e respeito pelos equilíbrios organizativos já existentes”, afirma Orlando, ressaltando que qualquer reforma deve respeitar a organicidade da assistência local e evitar rupturas bruscas.
A colocação do sindicato é, nas palavras de quem observa a paisagem do bem-estar coletivo, um chamado à prudência e à escuta. É como preparar a terra antes da semeadura: não basta desejar boa colheita, é preciso trabalhar o solo, ajustar os ritmos e pensar nas estações futuras. A reforma, para florescer, precisa de terreno fértil — acordos, tempos e incentivos — e não apenas de ordens impostas.
O clima da discussão permanece aberto. O Snami insiste que o diálogo com as siglas de categoria é o caminho para encontrar propostas práticas que não só reorganizem a assistência territorial, mas também atraiam e fixem médicos nas comunidades. Assim, a transição proposta pelo decreto será passível de ser avaliada em sua efetividade e aplicabilidade, respeitando as condições econômicas e organizacionais que sustentam o serviço.
Enquanto isso, a proposta segue em pauta e a expectativa é que o confronto entre Governo, parlamento e representantes médicos defina rumos que mantenham a qualidade do cuidado próximo às pessoas — a verdadeira raiz do sistema de saúde.