Eficiência energética já: propostas imediatas da FIRE para reduzir custos e aumentar a resiliência do país
FIRE propõe medidas imediatas para eficiência energética: redução de consumos, governança forte, relançamento do FNEE e ações que aumentam resiliência e competitividade.
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Eficiência energética já: propostas imediatas da FIRE para reduzir custos e aumentar a resiliência do país
Sem políticas estáveis e coordenadas, as crises energéticas continuarão a se repetir, deixando um rastro de custos crescentes para o País. Esse é o alerta central do documento recém-elaborado pela Federação Italiana para o Uso Racional da Energia (FIRE), adaptado e contextualizado aqui pela Espresso Italia para iluminar caminhos práticos e urgentes para o setor.
A FIRE destaca que o tema da eficiência energética voltou ao centro do debate público pela segunda vez em menos de cinco anos, evidenciando o peso das escolhas adiadas por parte de empresas, entidades e cidadãos, assim como a existência de uma governança pouco atenta à eficiência e oscilante nas decisões sobre fontes renováveis. As medidas emergenciais adotadas até agora têm mostrado limitações: respostas de curto prazo, uso ineficiente de recursos econômicos e decisões tomadas sob pressão elevam custos e fragilizam a oferta frente a demandas repentinas.
O documento aponta três objetivos estratégicos e complementares:
- Reduzir os consumos no curto prazo com intervenções imediatamente aplicáveis;
- Fortalecer estruturalmente o sistema energético por meio da melhoria da eficiência energética nos usos finais;
- Aumentar a resiliência e a competitividade do País no médio prazo.
Para a FIRE, a eficiência energética é a alavanca mais custo-efetiva: ao reduzir a demanda, diminui-se a necessidade de investimentos em novas capacidades de geração, infraestrutura e aprovisionamento. Em outras palavras, semear eficiência é cultivar segurança e economia para o futuro.
Entre as propostas operacionais destacam-se medidas de governança e estabilidade normativa: estender a obrigação de nomeação de energy manager no setor industrial para empresas a partir de 1.000 tep (redução do limite atual de 10.000 tep), alinhando o setor industrial ao civil e incluindo os setores da agricultura e da pesca. Essa mudança amplia o alcance de práticas de gestão energética capazes de gerar ganhos estruturais de competitividade.
Outra recomendação é acelerar o recebimento das diretivas EED e EPBD, atualmente em atraso em relação aos prazos europeus — um atraso que cria incerteza para empresas e eleva os custos de adaptação. A diretiva EED, por exemplo, prevê a obrigatoriedade de sistemas de gestão de energia para empresas acima de certo limiar, instrumento que, quando implementado, produz benefícios duradouros.
A FIRE também propõe garantir continuidade e previsibilidade aos regimes de incentivos existentes, com intervenções rápidas dos ministérios competentes quando surgem bloqueios aplicativos, como já foi observado em programas como o Transizione 5.0 e o Conto Termico. Propõe-se, igualmente, o relançamento do Fundo Nacional para a Eficiência Energética (FNEE), criado em 2017 mas nunca totalmente operacional: a sugestão é simplificar o acesso e valorizar sua componente de garantia rotativa para mobilizar investimentos.
Complementam o conjunto de medidas: instrumentos financeiros para atrair capital privado, ações imediatas de redução de consumo, evolução do mercado energético, otimização de recursos e controle do consumo de data centers. Essas ações formam um pacote coerente que, se implementado com firmeza e previsibilidade, pode transformar fragilidade em vantagem competitiva.
Como curadora de progresso, vejo nessas propostas uma oportunidade de investimentos direcionados e de políticas que iluminam um horizonte límpido: o caminho da eficiência energética é também o caminho do renascimento econômico e social, capaz de tecer laços entre inovação, sustentabilidade e bem-estar coletivo.
Sem decisões coordenadas e de longo prazo, as crises vão se repetir. Mas com liderança, estabilidade normativa e instrumentos financeiros adequados, podemos transformar a crise em impulso — semear soluções que floresçam em benefício de todos.