Carpooling territorial: como Jojob transformou vagas vazias em quase 95 mil viagens sustentáveis
Carpooling Jojob em Turim, Brescia e Florença: 94.852 viagens certificadas, ~153.404 kg de CO2 evitados e quase €42 mil em incentivos.
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Carpooling territorial: como Jojob transformou vagas vazias em quase 95 mil viagens sustentáveis
Por Aurora Bellini — A luz de uma nova mobilidade começa a iluminar cidades além das empresas. Os três projetos conduzidos em Turim, Brescia e Florença pela plataforma Jojob certificaram, juntos, 94.852 trajetos compartilhados, distribuindo quase €41.991,76 em incentivos e evitando cerca de 153.404 kg de emissões diretas de CO2. Esses números, registrados pelo Observatório "Aziende in Movimento 2026", traduzem um movimento que vai além do ambiente corporativo e começa a semear práticas sustentáveis nos territórios.
Depois de consolidar uma rede de carpooling em empresas por toda a Itália, a Jojob está agora levando sua tecnologia, método e capacidade de prestação de contas para Comuni e Città metropolitane. Às iniciativas ativas em Turim, Brescia e Florença soma-se uma previsão de expansão para novos territórios, incluindo Sassari. É um passo que ilumina caminhos: transformar assentos vazios em oportunidades coletivas e políticas públicas tangíveis.
Os dados detalham a dimensão e o impacto do projeto: dos 94.852 trajetos certificados, 41.996 foram realizados por motoristas e 52.856 por passageiros. Acredita-se que a partilha de viagens tenha evitado 1.180.039 quilômetros rodados em modo individual — uma economia de deslocamento que se traduz na estimativa de 153.404 kg de CO2 não emitidos. Em contrapartida, foram transferidos aos usuários que optaram por viajar juntos cerca de €41.991,76 em incentivos.
Além do efeito ambiental, o carpooling oferece ganhos econômicos diretos: com um único passageiro a mais, a despesa individual pode ser reduzida em até 50%; com três passageiros além do condutor (quatro ocupantes no total), o economia por pessoa pode chegar a 75%. Em territórios onde o carro ainda é, muitas vezes, a única alternativa prática, essa lógica de mobilidade compartilhada pode aliviar o bolso das famílias e, ao mesmo tempo, descongestionar vias.
Gerard Albertengo, CEO da Jojob, comenta que o aumento do custo dos combustíveis torna os trajetos diários mais onerosos e que a adoção da economia compartilhada por parte de administrações locais representa um importante sinal político. Para ele, incentivar o carpooling é, sobretudo, converter lugares vazios em bem comum, tecendo uma ponte entre sustentabilidade ambiental, inclusão social e qualidade de vida.
Na prática, o modelo de carpooling certificado estruturado pela Jojob concilia comunidades territoriais, empresas, Mobility Managers, incentivos econômicos, certificação dos deslocamentos e relatórios de impacto. Esse casamento entre tecnologia e responsabilidade permite não apenas promover a adoção imediata, mas também mensurar e validar os resultados — um passo essencial para políticas públicas baseadas em evidências.
Enquanto novos locais entram na rede, o relato desses primeiros territórios mostra que é possível iluminar caminhos práticos para uma mobilidade mais eficiente e justa. Ao semear iniciativas que valorizam o compartilhamento de recursos já disponíveis, municípios e metrópoles plantam algo além de economia: cultivam um legado urbano mais limpo, conectado e humano.
Esses resultados reafirmam que a transição para uma mobilidade menos individual e mais colaborativa acontece quando tecnologias, incentivos e vontade pública convergem. Há, nas estradas partilhadas, um sinal de renascimento cultural da mobilidade: menos emissões, mais convivência, e uma paisagem urbana que respira com mais leveza.

