Nova onda de ataques russos deixa civis mortos e agrava drama em Kryvyi Rih

Ataques russos deixam mortos e feridos; Kryvyi Rih sofre com resgate após ataque a centro comercial e defesa aérea abate centenas de drones.

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Nova onda de ataques russos deixa civis mortos e agrava drama em Kryvyi Rih

Ao menos cinco pessoas foram mortas neste sábado em uma série de ataques atribuídos às forças russas contra alvos em várias regiões da Ucrânia, enquanto prosseguem as operações de resgate em Kryvyi Rih após o ataque mortal de sexta-feira contra um centro comercial.

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Em Kiev, um incêndio iniciado por um impacto em um edifício no distrito de Darnytskyi causou a morte de uma pessoa, segundo informou a Administração Militar da capital, que havia emitido pouco antes um alerta de ataque aéreo. O episódio integra um padrão de ações que visam infraestruturas e centros urbanos, pressionando os alicerces da diplomacia e a capacidade civil de resistência.

Oleksandr Pertsovskyi, diretor da operadora estatal Ukrainian Railways, afirmou que um complexo ferroviário foi atingido por mísseis balísticos, e que a vítima era um capataz que trabalhava no local. Pertsovskyi também alertou que a linha ferroviária de Odessa sofreu ataques, num movimento que busca degradar corredores logísticos essenciais para o país.

Na região de Zaporizhzhia, o governador Ivan Fedorov relatou que um ataque com drone em Kushuhum matou um homem e feriu outras quatro pessoas. No sul, na oblast de Mykolaiv, um ataque atingiu áreas civis e matou quatro pessoas, entre elas três crianças de 11, 11 e 12 anos, informou o ministro do Interior ucraniano, Ivan Vohivski. Foram atingidas também uma farmácia, um escritório dos correios e um comércio, provocando incêndios e agravando o quadro humanitário.

Os ataques se sucederam um dia após um pesado ataque diurno com drones contra Kryvyi Rih, cidade natal do presidente Volodymyr Zelensky. Naquele episódio, ao menos 16 pessoas morreram e cerca de 130 ficaram feridas, muitas em estado crítico, em ataques ocorridos em duas frentes. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia (DSNS) informou que nove pessoas, entre elas duas crianças, permaneciam desaparecidas após os ataques.

Oleksandr Hanzha, chefe da Administração Militar da oblast de Dnipropetrovsk, declarou que 61 dos feridos seguem hospitalizados, 23 em situação grave. As imagens e vídeos divulgados por equipes de resgate e pelas autoridades mostram socorristas vasculhando escombros e apoiando as vítimas nas vias públicas — cenas que o presidente Zelensky qualificou, em redes sociais, como terrorismo.

A alta representante de política externa da UE, Kaja Kallas, ecoou essa avaliação, denunciando um "terror deliberado" com o objetivo de tornar as cidades ucranianas inabitáveis. No plano militar, a Força Aérea ucraniana comunicou que, durante a noite, as forças russas lançaram 217 drones e vários mísseis contra alvos no país.

Dados preliminares apontam que, até as 09:00, as defesas antiaéreas haviam abatido ou neutralizado três mísseis ar-superfície do tipo Kh-31P/Kh-59, seis munições vagantes conhecidas como "Banderole" e cerca de 182 veículos aéreos não tripulados inimigos, incluindo os tipos Shahed e Gerber, distribuídos pelas frentes norte, sul, leste e centro do território ucraniano.

Em perspectiva mais ampla, as Nações Unidas informaram na semana passada que Kiev figurou entre as cidades mais atingidas em julho, com pelo menos 54 civis mortos e 202 feridos, reflexo de um padrão que continua a recalibrar a tectônica de poder na região. A sequência de ataques revela um movimento deliberado para pressionar infraestruturas civis e criar zonas de insegurança, um verdadeiro "movimento decisivo no tabuleiro" que demanda resposta coordenada das instituições internacionais.

Como analista que observa a cartografia das influências e a arquitetura das decisões estratégicas, é necessário interpretar os eventos não apenas como episódios isolados de violência, mas como parte de um roteiro que busca esgotar a resiliência social e logística da Ucrânia. A comunidade internacional enfrenta, assim, o desafio de reconstruir não só edifícios, mas também os alicerces frágeis da diplomacia e da proteção civil.

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