Roma: 400 pessoas vivem na rua há mais de 20 dias após despejo do Spin Time

Após despejo do Spin Time, 400 pessoas permanecem na rua em Roma; impasse entre Investire Sgr e prefeitura mantém incerteza sobre moradia.

Roma: 400 pessoas vivem na rua há mais de 20 dias após despejo do Spin Time

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Roma: 400 pessoas vivem na rua há mais de 20 dias após despejo do Spin Time

Desde a noite de 29 para 30 de julho, cerca de 400 pessoas permanecem acampadas nas esquinas do centro de Roma, no bairro Esquilino, após o despejo do projeto social e de habitação Spin Time, que ocupava o edifício em Via di Santa Croce in Gerusalemme 55 há 13 anos. O episódio começou com um princípio de incêndio que levou à evacuação imediata do prédio; os moradores receberam a orientação de aguardar algumas horas para a reabertura do imóvel, mas a ação policial resultou no imediato sequestro do local, impedindo o retorno.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.
Consultoria trabalhistaGuia Itália +
Assessoria Contábil / Fiscal

Consultoria trabalhista

Aosta · Valle d'Aosta/Vallée d'Aoste · Valle d'Aosta

Consultoria trabalhista Consultoria e assistência na gestão das relações de trabalho, oferecendo suporte a empresas e empregadores em questões relacionadas à contra…

Studio Raimo - commercialistaA combinarConhecer serviço

Continuação do Conteúdo ↘

Em vez de dispersar, os ocupantes optaram por transformar a rua em um memorial de resistência urbana: tendas, lonas, colchonetes encostados ao muro do prédio, mesas e estruturas improvisadas compõem um presídio permanente. Por mais de vinte dias, o local tem sido palco de assembleias, reuniões e negociações — um esforço contínuo para manter a questão sob os holofotes públicos e forçar uma solução política.

Em 21 de agosto, a prefeitura informou que os 127 núcleos familiares foram alocados em acomodações temporárias; ainda assim, a incerteza quanto ao futuro é palpável. O imóvel pertence ao fundo imobiliário Investire Sgr, vinculado ao grupo Banca Finnat e gestor do Fondo Immobili Pubblici. A entidade recusou a primeira proposta de aquisição pública apresentada pelo Comune de Roma, complexo movimento que transformou uma questão humana em um lance no tabuleiro de interesses financeiros e administrativos.

O prefeito Roberto Gualtieri assegurou, em assembleia pública no dia 7 de agosto, que seriam garantidos primeiro abrigos temporários e depois a inclusão nos programas de casas populares. Para os ativistas do Spin Time, porém, a relação entre o projeto e o edifício é inseparável: “Nosso objetivo principal permanece o palazzo”, declarou Beatrice Tabacco a este periódico, lembrando que replicar o modelo fora daquele endereço seria reduzir sua dimensão simbólica e prática.

O caso de Spin Time não é um incidente isolado. Estima-se que Roma conte com cerca de 7.000 edifícios ocupados — sintoma evidente de que o direito à moradia não está garantido de forma universal. Em escala continental, os preços residenciais subiram cerca de 60% e os aluguéis 30% na última década e meia, acentuando a desigualdade e expulsando habitualmente os que mais necessitam.

Contrastando com o cenário romano, Viena permanece como referência europeia: o município é proprietário, coproprietário ou gestor de mais de 50% do parque habitacional, assegurando moradia a preços acessíveis para quase um milhão de pessoas. A capital austríaca reconheceu o valor do experimento romano — o prefeito Michael Ludwig, acompanhado pelo presidente da Câmara de Comércio de Viena e pelo embaixador da Áustria, esteve no Spin Time em 28 de maio, sinalizando interesse em práticas de regeneração urbana.

Enquanto não se chega a uma solução definitiva, os ativistas convocaram uma manifestação nacional para 19 de setembro, seguida de uma assembleia pública em 20 de setembro. O episódio em Via di Santa Croce in Gerusalemme 55 revela, em termos de cartografia política, um redesenho de fronteiras invisíveis entre propriedade privada, interesse público e direitos sociais — um movimento decisivo no tabuleiro que define a habitação nas grandes cidades.

Historicamente, o edifício abrigou, no início dos anos 2000, os escritórios do INPDAP (Instituto nacional de previdência e assistência dos funcionários públicos), um detalhe que lembra como os alicerces das políticas públicas e da administração urbana se transformam com a tectônica de poder e mercado.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.
Tradução JuramentadaGuia Itália +
Tradução e Interpretação

Tradução Juramentada

Cremona · Lombardia

A Pietra Global Assist oferece assessoria completa para brasileiros na Itália e na Europa, com acompanhamento personalizado do início ao fim. Atendimento para tradu…

Pietra Global AssistA combinarConhecer serviço

Continuação do Conteúdo ↘