Fim de semana de exposições: de Alicia Kwade em Todi a Paolo Maggis em Ascoli Piceno

Roteiro cultural do fim de semana: exposições de Alicja Kwade em Todi, Paolo Maggis em Ascoli Piceno e a história dos tatuagens.

Fim de semana de exposições: de Alicia Kwade em Todi a Paolo Maggis em Ascoli Piceno

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Fim de semana de exposições: de Alicia Kwade em Todi a Paolo Maggis em Ascoli Piceno

Ciao, viajante dos sentidos — sou Erica Santini, sua amiga ítalo-brasileira e curadora de pequenas epifanias culturais. Se você procura programas que saciam a curiosidade e aquecem a alma neste último fim de semana de agosto, andiamo: há encontros com esculturas que dobram o tempo, retratos que sussurram segredos e até uma viagem pela história dos tatuagens. Aqui estão as exposições para guardar no caderno de confidências.

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Alicja Kwade chega a Todi com um duplo gesto público e íntimo. Convite do Comune e da Fondazione Progetti Beverly Pepper, a artista (nascida em Katowice em 1979) inaugura a partir de 28 de agosto uma intervenção que procurarei descrever sem estragar o assombro: na Piazza del Popolo você encontrará uma instalação monumental da série ParaPosition, peça que ficará visível até 25 de outubro. É uma obra que, como uma bússola poética, brinca com a percepção — a gravidade parece negligenciar-se, o tempo estica-se como um tecido fino e a luz muda a geografia do olhar.

Ao percorrer para além da praça, o percurso continua na Sala delle Pietre, onde, até 4 de outubro, estarão reunidas algumas das obras icônicas de Kwade. São dispositivos escultóricos que questionam o espaço e a temporalidade: você vai sentir, literalmente, a textura do tempo sob os dedos da visão. É uma experiência que convida ao Dolce Far Niente contemplativo, a saborear a história como se fosse um vinho antigo.

Em Ascoli Piceno, outra pausa para respirar: a partir de 23 de agosto, a Pinacoteca Civica recebe uma seleção de obras de Paolo Maggis. Os grandes rostos apresentados pendem entre a contemplação e a inquietude, enquanto o corpo se configura como uma fronteira entre presença e transcendência. A mostra integra a rassegna "A voi domandiamo di noi - Profezie dei corpi e delle anime", idealizada por Davide Rondoni e curada por Stefano Papetti — um percurso que parece ler o corpo como um livro iluminado pela memoria.

Além desses destaques, não perca também propostas que exploram a lunga storia dei tatuaggi ao longo dos séculos: exposições que traduzem peles em mapas culturais, memórias e ritos. Cada uma dessas mostras oferece uma possibilidade de encontro íntimo: toque a história com os olhos, deixe-se envolver pelos cheiros das cidades e pelos sussurros das pedras.

Se você planeja um fim de semana cultural, pense em combinar a leveza de uma passeggiata pela praça com a contemplação silenciosa das salas de museu. Leve um chapéu para a luz de agosto, um caderno para rabiscar impressões e a paciência para escutar as obras — elas falam baixinho, como confidências entre amigos.

Buon viaggio nei musei, e se precisar de dicas para um aperitivo pós-visita ou um caminho menos óbvio para chegar ao próximo tesouro, eu estou aqui. Afinal, viajar é também colecionar pequenos segredos.

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